Sexta, 05 de Junho de 2026
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120% mais investimentos em SP: conheça 5 doenças que são prevenidas com a expansão do saneamento básico

Ampliação da coleta e tratamento de esgoto reduz a circulação de vírus, bactérias e parasitas

Por: Editoração Fonte: Secom SP
05/06/2026 às 10h20
120% mais investimentos em SP: conheça 5 doenças que são prevenidas com a expansão do saneamento básico
Mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

O maior investimento da história em saneamento básico do Estado de São Paulo tem reflexos diretos na qualidade de vida da população. Em 2025, foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior. O crescimento foi possível após a desestatização da empresa, realizada em julho de 2024 pelo Governo de São Paulo. O principal objetivo era acelerar a universalização do saneamento básico no estado, prevista para ocorrer em 2029.

O Plano Regional de Saneamento Básico prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060, dos quais R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população paulista.

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Um estudo do Instituto Trata Brasil, feito com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), aponta que mais de 11 mil mortes por ano no Brasil estão relacionadas a doenças associadas à falta de saneamento básico. O levantamento também aponta que enfermidades ligadas à água contaminada e à ausência de coleta e tratamento de esgoto continuam gerando milhares de internações todos os anos no país.

Segundo o instituto, a estimativa é de que a cada R$ 1 investido em saneamento básico, R$ 4 sejam economizados pelo sistema de saúde público.

Como o saneamento impacta a saúde

Além de prevenir doenças específicas, a ampliação do saneamento básico reduz a circulação de agentes infecciosos no ambiente, melhora as condições de higiene e contribui para diminuir internações evitáveis.

Estudos do Instituto Trata Brasil indicam que municípios com melhores índices de coleta e tratamento de esgoto tendem a registrar menores taxas de doenças de veiculação hídrica, especialmente entre crianças e populações mais vulneráveis.

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O saneamento também gera impactos indiretos na educação, na produtividade e na qualidade de vida, uma vez que reduz afastamentos por problemas de saúde e melhora as condições de desenvolvimento da população.

Confira cinco doenças que podem ser prevenidas com a ampliação do saneamento básico:

Diarreia infecciosa

A diarreia está entre as doenças mais associadas à falta de saneamento. Ela pode ser causada por vírus, bactérias e parasitas presentes em água ou alimentos contaminados.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos casos de diarreia aguda estão relacionados ao consumo de água imprópria, à ausência ou inadequação dos sistemas de esgoto e a condições precárias de higiene. A entidade estima que essas enfermidades provoquem aproximadamente 1,5 milhão de mortes por ano em todo o mundo, especialmente entre crianças menores de cinco anos.

A ampliação da coleta e do tratamento de esgoto reduz a circulação desses agentes infecciosos no ambiente e diminui o risco de transmissão da doença.

Hepatite A

A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados por fezes contendo o vírus. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria de Estado da Saúde, a doença apresenta forte relação com condições inadequadas de saneamento e higiene. Os sintomas incluem febre, mal-estar, náuseas, dores abdominais e inflamação do fígado.

A expansão dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto é considerada uma das medidas mais eficazes para interromper a cadeia de transmissão da doença.

Leptospirose

A leptospirose é causada por uma bactéria presente na urina de animais infectados, especialmente ratos. A transmissão ocorre principalmente após o contato com água ou lama contaminadas. A doença costuma registrar aumento após enchentes e alagamentos e pode provocar febre, dores musculares, insuficiência renal e complicações hepáticas graves.

A Secretaria de Estado da Saúde mantém monitoramento constante da leptospirose, especialmente durante os períodos chuvosos. A melhoria da infraestrutura urbana, da drenagem e das condições sanitárias contribui para reduzir os riscos de exposição à bactéria.

Verminose

As verminoses são infecções causadas por parasitas intestinais que podem ser transmitidos pelo contato com solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. De acordo com o Ministério da Saúde, doenças como ascaridíase, ancilostomíase e tricuríase estão associadas à ausência de coleta e tratamento de esgoto, além da falta de acesso à água tratada. Os sintomas incluem dores abdominais, diarreia, anemia, perda de peso e prejuízos ao desenvolvimento infantil.

A expansão do saneamento básico reduz a circulação desses parasitas no ambiente e é considerada uma das medidas mais eficazes para a prevenção dessas infecções.

Febre tifóide

Causada pela bactéria Salmonella Typhi, a febre tifoide é transmitida pelo consumo de água ou alimentos contaminados.

A doença pode provocar febre alta prolongada, dores abdominais, vômitos e complicações intestinais graves. Embora menos frequente do que em décadas anteriores, ainda está associada a locais com deficiência nos serviços de saneamento.

A coleta e o tratamento de esgoto, aliados ao acesso à água potável, estão entre as principais medidas de prevenção.

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