
A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), em parceria com a Fundação Estadual de Saúde (Funesa) e Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou nesta terça-feira, 2, o I Fórum Estadual de Oncologia. O evento reuniu gestores, profissionais de saúde, representantes de instituições parceiras e sociedade civil para discutir estratégias voltadas ao enfrentamento do câncer em Sergipe, com foco na ampliação do acesso à prevenção, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e cuidados paliativos.
A iniciativa foi criada para ampliar o diálogo sobre a Política Estadual de Atenção Oncológica e qualificar a organização da rede de cuidados. Durante a programação, os participantes debateram o cenário atual da assistência oncológica, as tecnologias disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), os principais tipos de câncer que acometem a população sergipana e os caminhos para aprimorar o atendimento, desde a Atenção Primária até os serviços de alta complexidade.
A diretora de Atenção Especializada à Saúde da SES, Neuzice Lima, destacou que o fórum nasce da necessidade de reunir todos os atores envolvidos na assistência oncológica para pensar soluções conjuntas e ampliar a qualidade do cuidado ofertado à população. “Fortalecer a rede de atenção oncológica exige diálogo, escuta e corresponsabilização entre todos os serviços que compõem o SUS. Este fórum foi pensado para discutir a política de prevenção e controle do câncer, compartilhar experiências, apresentar novas tecnologias e alinhar estratégias que garantam acesso em tempo oportuno, acolhimento e assistência qualificada aos pacientes. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação e melhores os resultados do tratamento”, afirmou.
O secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer, ressaltou a relevância do encontro para o planejamento das políticas públicas voltadas ao enfrentamento do câncer. “Este é um espaço importante para discutir ações de prevenção, diagnóstico precoce e organização da assistência. Quanto mais cedo identificamos a doença, mais rapidamente conseguimos iniciar o tratamento, aumentando as chances de sobrevida e qualidade de vida dos pacientes”, destacou.
O médico oncologista e palestrante do evento, Carlos Anselmo Lima, enfatizou que o debate sobre a assistência oncológica precisa considerar tanto os desafios atuais quanto as demandas futuras da população. “Discutir a política de câncer é fundamental para compreender o cenário epidemiológico, planejar a rede de atendimento e preparar os serviços para as demandas futuras da população. Além disso, é essencial ampliar o conhecimento sobre medidas de prevenção, como alimentação saudável, prática regular de atividade física e combate ao tabagismo e ao consumo excessivo de álcool”, explicou.
O gerente do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) Estadual de Tobias Barreto, Marlon Amâncio, ressaltou a importância da integração entre os diferentes níveis de atenção para garantir agilidade no cuidado aos pacientes com suspeita de câncer. “Hoje contamos com uma rede mais estruturada, que envolve a Atenção Primária, os serviços especializados e a alta complexidade. Quando há suspeita da doença, conseguimos realizar o diagnóstico e encaminhar o paciente com mais rapidez para os serviços de referência, reduzindo o tempo de espera e ampliando as possibilidades de tratamento em fases iniciais da doença”, afirmou.
















