
A Fazenda Escola Capão da Onça da Universidade Estadual de Ponta Grossa (Fescon-UEPG) conta com uma nova desensiladeira, que servirá para otimizar o processo de alimentação de vacas leiteiras. O equipamento cumpre o papel de retirar a silagem e armazenar no seu interior, assim como faz a mistura com ração e distribui o alimento para os animais – atividades que, até então, eram realizadas de forma manual. A entrega oficial do equipamento, que teve um valor de R$ 93 mil, aconteceu na manhã desta quinta-feira (28), na Fescon, com a presença de servidores, do vice-reitor, professor Ivo Mottin Demiate, e professoras do Departamento de Zootecnia.
Para o coordenador da Fescon, professor Orcial Bortolotto, o equipamento colabora no dia a dia do servidor, mas também nas frentes acadêmicas e científicas. “É um equipamento altamente tecnificado, que consegue fazer o corte, retirar a silagem e levar para o seu vagão misturador, onde consegue homogeneizar melhor a silagem com a ração”, explica. 
A professora Adriana de Souza Martins, do Departamento de Zootecnia, comemora a aquisição do equipamento. “Além do misturador, você tem uma balança. Você consegue colocar os ingredientes e pesar. Então, a silagem, o milho, o farelo de soja e todo ingrediente que vai na dieta da vaca, ele pesa e mistura. Imagina a dificuldade para fazer isso de forma manual?”.
Ela destaca que a vaca é um animal seletivo na alimentação e com uma mistura feita de forma manual, ela acaba selecionando muito o que consumir. “Esse equipamento anula essa seletividade que não é boa para a vaca. Ela precisa comer a dieta total”, complementa. Adriana destaca, ainda, as finalidades acadêmicas do equipamento, como no teste de produtos, avaliações nutricionais e o aumento da confiabilidade em termos de pesagem e de resultado para aplicação em pesquisas em geral.
O vice-reitor da UEPG, professor Ivo Mottin Demiate, ressaltou a importância do equipamento para melhorar segurança e qualidade do trabalho dos servidores. “É um trabalho bastante árduo, porque todo dia precisa ser feito. Utilizava uma mão de obra com esforço físico muito grande, correndo risco de acidente de trabalho e lesões. Enfim, não é um trabalho leve”, explica. O professor ainda complementa: “lembrar que essa atividade de produção de leite, ela é ininterrupta, não tem feriado, não tem dia de chuva, não tem Natal, nem Ano Novo. Com a máquina, em poucos minutos se faz um trabalho que duraria uma hora ou até mais”. 
O coordenador de Pecuária da Fescon, Éder dos Santos Oliveira, já começou a utilizar o equipamento e sentiu as primeiras diferenças. “A gente já sentiu a diferença no leite, que deu uma aumentada. Além disso, diminui o desperdício, porque ele não mexe muito e não estraga a silagem”,
Texto e fotos: André Packer








