Terça, 26 de Maio de 2026
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Produção de arroz no Baixo São Francisco alagoano cresce 41% em três anos

Aumento na safra e na produtividade é reflexo dos investimentos do Programa Alagoas Mais Arroz

Por: Editoração Fonte: Secom Alagoas
26/05/2026 às 16h50
Produção de arroz no Baixo São Francisco alagoano cresce 41% em três anos
Números são reflexo das ações do Programa Alagoas Mais Arroz - Ascom Seagri
Tatiane Bastos / Ascom Seagri

A produção de arroz em casca no Baixo São Francisco saltou de 17 mil toneladas em 2023 para mais de 24 mil toneladas em 2025, um crescimento de 41% em três anos. Os números são reflexo das ações do Programa Alagoas Mais Arroz, uma das etapas do Planta Alagoas, realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri).

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o órgão, o estado alcançou 19 mil toneladas na safra de arroz em 2024, representando um aumento de 11% em relação à safra de 2023. A área colhida na região do Baixo São Francisco chegou a 2.691 hectares em 2025, com produtividade média de 8,47 toneladas por hectare.

O município com maior produção e produtividade na safra 2025/2026 foi Igreja Nova, com 12,5 mil toneladas de arroz em casca e produtividade de 9,74 ton/ha. Em seguida vem Porto Real do Colégio (10,6 mil ton de produção e produtividade de 8,34 ton/ha) e Penedo (9,5 ton e 8,19 ton/ha). 

 

Alagoas Mais Arroz


Desde 2024, o Governo de Alagoas vem implementando um conjunto de ações para fortalecer a rizicultura no estado, com incentivos fiscais, entrega de maquinário agrícola, contratação de profissionais para assistência técnica e extensão rural para ampliar o alcance do atendimento aos produtores alagoanos. 


Em parceria com a Embrapa Arroz e Feijão (GO), a Seagri já realizou capacitações com os agricultores para promover tecnificação na cultura do arroz, associando aqualidade da semente escolhida para o plantio e as formas de cultivo rentáveis. 


“Na próxima etapa do Alagoas Mais Arroz, nós vamos trazer a Embrapa Arroz e Feijão lá de Goiás durante o segundo semestre deste ano para trabalhar a produção de arrozes especiais, como o preto e o vermelho, com variedades desenvolvidas para características distintas de sabor e cor e que dão maior valor agregado ao produto. E também vamos inserir na rota o arroz de sequeiro no município de Penedo”, revelou o secretário de Agricultura e Pecuária de Alagoas, Marcelo Melo.


Ele acrescentou que os resultados obtidos com as estratégias do Governo de Alagoas aumentam a renda dos produtores, melhoram a qualidade de vida das famílias que fazem parte do setor da rizicultura e fortalecem a segurança alimentar de todos os alagoanos.


Perspectivas positivas 


O estado hoje tem um consumo médio interno de 87 mil toneladas de grãos, e a produção de arroz vem registrando crescimento. De acordo com a Embrapa, a região do Baixo São Francisco dispõe de potencial produtivo, com condições climáticas e de solo favoráveis que, aliadas a um manejo adequado, possibilitam alcançar elevadas produtividades, por vezes superiores às de regiões tradicionais, como o Rio Grande do Sul. 


O cultivo representa uma importante fonte de renda para agricultores familiares, contribuindo para a economia local. Ampliar a produção de arroz no estado também reflete na movimentação econômica para o setor, causando impactos positivos a produtores, usinas beneficiadoras e consumidores. 




“O produtor sempre planta com uma expectativa de ter uma rentabilidade boa. Esse ano, o preço do arroz em todo o Brasil não foi o ideal. Mas com a capacitação, a gente conseguiu entender como fazer manejos adequados com boas variedades, produzindo mais. Isso ajuda o agricultor a produzir mais com menos. O Alagoas Mais Arroz veio pra ficar, aprendemos muito e melhoramos nossa produtividade com as recomendações dos pesquisadores da Embrapa. É um novo horizonte para quem planta arroz em Alagoas”, destacou o rizicultor Lindomar Bispo, do município de Igreja Nova.

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