
O mutirão reúne cirurgiões de centros de referência em fissuras e anomalias craniofaciais dos estados de São Paulo, Paraná e Pará e dois convidados internacionais: o médico norte-americano Jordan Swanson, cirurgião assistente na Divisão de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Oral do Hospital Infantil da Filadélfia; e o cirurgião francês Eric Arnaud, internacionalmente reconhecido por sua especialização no tratamento de cranioestenoses e malformações craniofaciais. Ao todo serão realizadas 10 cirurgias em pacientes de 3 meses a 9 anos de idade.
Para Eric Arnaud, participar da ação foi uma oportunidade para ver como um serviço de referência na Amazônia pode atender a casos complexos, com equipe e infraestrutura preparados para os procedimentos.
“É a primeira vez que eu venho a Belém atendendo ao convite da doutora Cynthia Rocha e do seu marido, Franklin Rocha, que estudaram e trabalham duro na França e que agora estão promovendo este Summit com o mutirão em parceria com vários colegas para operar casos difíceis. É um prazer estar com eles ajudando a reforçar este serviço que atende o estado do Pará. Dessa forma, eu vi que há uma grande variedade de casos, não somente casos craniofaciais, mas também casos de fenda labiopalatina e o serviço realiza uma oferta muito completa de cirurgias”.
O cirurgião norte americano Jordan Swanson considerou o mutirão uma ação que beneficia os pacientes e que também é útil para a troca de experiências entre os profissionais. Ele ressaltou a importância do serviço de referência da Santa Casa, que garante acesso às cirurgias aos pacientes na região amazônica.
“Vejo que são muitos os desafios, porque os pacientes são de lugares distantes, mas acho que este é um momento muito especial aqui em Belém, no Brasil, porque com essa colaboração de neurocirurgiões, cirurgiões craniofaciais e cirurgiões especialistas em fissuras, nós conseguimos oferecer uma boa assistência aos pacientes. E não apenas para esses pacientes, mas para suas famílias que estão lutando para cuidar deles. E acredito que em um hospital, quando você reúne uma equipe com todas essas especialidades, é possível promover mais capacitação para o trabalho desenvolvido no hospital. Então, este é um momento extremamente especial para este grupo e eu me sinto muito honrado por poder visitar e aprender junto com vocês”, afirmou.
Artur Cauã Brandão, de 2 anos, foi uma das crianças operadas durante o mutirão. Ele, que é de Muaná, no Marajó, é acompanhado desde o primeiro mês de vida pelo Serviço de Referência em Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Santa Casa do Pará, onde teve acesso ao acompanhamento de uma equipe multiprofissional, com fonoaudiólogos, odontólogos, psicólogos, enfermeiros e cirurgiões.
A mãe, Tatiara Ferreira, se mostrou confiante com o resultado da cirurgia que o filho faria dentro do mutirão, e satisfeita com todo o acompanhamento do serviço de referência que ele vem recebendo.
“Aqui é um excelente hospital, porque as pessoas são bem acolhidas e o tratamento pra ele sempre foi muito bom, desde a primeira cirurgia, quando ele ainda ia fazer 1 ano. E eu fico muito feliz de saber que ele está sendo bem tratado e que vai ficar bem”, disse a mãe.
Evento internacional -Além do Mutirão, realizado nos dias 20 e 21 de maio, a Santa Casa, o serviço de referência em fissuras e anomalias craniofaciais da Santa Casa do Pará realiza nos dia 21 e 22, o 1º Summit de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Amazônia, no Centro de Ensino e Treinamento em Saúde da Santa Casa do Pará (CETS). O evento reúne centenas de profissionais da área de saúde e especialistas de centros de referência no Brasil e de outros países na assistência cirúrgica e multiprofissional a portadores de fissuras labiopalatinas e anomalias craniofaciais.
O primeiro tema abordado pela manhã na programação do Summit foi a palestra sobre as “Abordagens Modernas em Cirurgia Craniofacial Pediátrica”, apresentada pelo médico Jordan Swanson, que é cirurgião assistente na Divisão de Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Oral do Hospital Infantil da Filadélfia, uma das maiores referências de serviço em todo o mundo.
Durante a mesa de abertura, o cirurgião Franklin Rocha, coordenador do Summit, celebrou o evento como uma grande marca com o apoio da instituição Santa Casa e destacou a presença do especialista.
“Ao longo desses anos, a gente viu esse serviço crescer de forma exponencial. Um serviço que está sempre andando, sempre marchando, e sempre deixando um melhor resultado. Esse evento aqui é um início com uma coroação especial. A gente insistiu no ponto para um alcance internacional. Neste sentido quero agradecer a participação, no evento da Santa Casa, do meu amigo Jordan, cirurgião plástico da Filadélfia, em que está o maior e mais importante centro de tratamento de estrutura de anomalias no mundo”.
O presidente da Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará ( FSCMPA), Bruno Carmona, ressaltou a importância do serviço de fissurados da instituição como um exemplo da excelência do que a Santa Casa entrega para a sociedade.
“Temos consciência que a Santa Casa é um hospital materno infantil. Mas além de materno infantil, nós temos outras missões a cumprir. Dentro desse perfil de atendimento, a gente busca o tempo todo a excelência do atendimento, se é para fazer que façamos da melhor maneira possível. Tendo como exemplo o trabalho desenvolvido pela equipe que trabalha com os pacientes fissurados”, afirmou.
1º Summit de Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Amazônia acontece até esta sexta expondo em palestras e mesas redondas as experiências de especialistas de serviços de referência, como do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo, do Centro de Atendimento Integral ao Fissurado Labiopalatal do Paraná e do Serviço Estadual de Serviço de Referência em Fissuras e Anomalias Craniofaciais da Santa Casa do Pará, além dos cirurgiões internacionais convidados para o evento.