Terça, 19 de Maio de 2026
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Prefeitura intensifica combate à dengue e mantém Porto Velho sem óbitos pela doença em 2026

Município registra baixo risco para a doença e enfatiza ações de prevenção contra o Aedes aegypti.

Por: Editoração Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
19/05/2026 às 13h00
Prefeitura intensifica combate à dengue e mantém Porto Velho sem óbitos pela doença em 2026
Foto: Reprodução/Prefeitura de Porto Velho - RO

Município registra baixo risco para a doença e enfatiza ações de prevenção contra o Aedes aegypti

Visitas domiciliares, monitoramento de áreas estratégicas e orientação contínua à população contribuem para com os resultados
Visitas domiciliares, monitoramento de áreas estratégicas e orientação contínua à população contribuem para com os resultados
As ações preventivas da Prefeitura de Porto Velho no combate ao mosquito Aedes aegypti já apresentam resultados positivos em 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam baixo índice de infestação predial no município, redução nos casos confirmados de dengue e ausência de óbitos pela doença neste ano. Visitas domiciliares, monitoramento de áreas estratégicas e orientação contínua à população contribuem para com os resultados.

Conforme o gerente da Divisão de Entomologia da Semusa, Ricardo Alves Melo, o município realizou em março o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. O resultado constatou índice de infestação predial de 1,9%, considerado de baixo risco pelo Ministério da Saúde.

“Esse resultado é fruto do trabalho permanente realizado pelos agentes de combate às endemias, que visitam as residências, orientam os moradores e atuam diretamente na eliminação dos criadouros do mosquito”.

De acordo com os dados da Semusa, por meio da Vigilância Epidemiológica, Porto Velho registrou até o momento 268 notificações relacionadas à dengue em 2026, sendo apenas 30 casos confirmados. Outro dado importante é que o município não registrou óbitos pela doença neste ano.

Entre os principais focos identificados pelas equipes estão recipientes com acúmulo de água
Entre os principais focos identificados pelas equipes estão recipientes com acúmulo de água
Os trabalhos desenvolvidos pela gestão municipal para coibir a propagação da doença incluem visitas domiciliares, bloqueios, monitoramento dos bairros, levantamento de índices e campanhas educativas para conscientizar a população sobre a importância da prevenção.

Nenhum Óbito

A Semusa também destaca que o município segue sem registrar óbitos por dengue, mantendo um cenário positivo nos últimos anos. A redução dos casos é atribuída ao trabalho integrado entre os agentes de saúde, as ações educativas e o apoio da população no combate aos criadouros do mosquito em casa.

Principais focos e orientações

Entre os principais focos identificados pelas equipes estão recipientes com acúmulo de água, como lixo plástico, resíduos domésticos, pneus e tonéis utilizados para armazenamento de água. No entanto, a Semusa ressalta que a colaboração da população é fundamental para manter os índices sob controle.

A orientação é manter quintais limpos, eliminar objetos que possam acumular água e realizar semanalmente a limpeza de tonéis e reservatórios utilizados para armazenamento de água potável.

Orientação é manter quintais limpos, eliminar objetos que possam acumular água
Orientação é manter quintais limpos, eliminar objetos que possam acumular água
Em caso de sintomas como febre, dor de cabeça e dores no corpo, a orientação é para que as pessoas procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima e evitem a automedicação. É que os sintomas podem estar relacionados não apenas à dengue, mas também a outras arboviroses e doenças endêmicas da região, como chikungunya, zika e malária.

Conscientização e colaboração

Como os principais focos do mosquito estão dentro das residências, Ricardo Alves enfatiza que a colaboração dos moradores é essencial para manter a doença sob controle, principalmente neste período de transição após o inverno amazônico, quando ainda há maior possibilidade de acúmulo de água nos quintais.

Ele orienta que a população realize inspeções frequentes em casa, eliminando qualquer recipiente que possa servir de criadouro do mosquito. Objetos pequenos, como tampinhas de garrafa, cascas de ovo, vasos, pneus e qualquer recipiente com água parada pode favorecer a proliferação do Aedes aegypti.

“Se reduzirmos os criadouros, reduzimos a presença do mosquito e, consequentemente, os casos da doença. O combate à dengue é uma responsabilidade coletiva”, enfatizou o gerente da Divisão de Entomologia.

Atividades educativas

Ricardo Melo solicita que os munícipes redobrem os cuidados após as chuvas
Ricardo Melo solicita que os munícipes redobrem os cuidados após as chuvas
Além das ações de campo, a Prefeitura também investe em atividades educativas para conscientizar a comunidade sobre a importância da prevenção. Agentes comunitários e agentes de combate às endemias realizam diariamente visitas domiciliares com orientações aos moradores e palestras em escolas, levando informações às crianças sobre os cuidados necessários para evitar a proliferação do mosquito.

Essas ações de educação em saúde, de acordo com a Divisão de Entomologia, têm papel fundamental na redução dos índices de infestação e fortalecem a participação da população no enfrentamento às arboviroses.

Levantamento LIRAa

O LIRAa é a metodologia que permite mapear os bairros e identificar os locais com maior incidência de focos do mosquito. A partir desse levantamento, os agentes realizam visitas por amostragem nos imóveis, coletam dados e encaminham as informações para análise técnica da Semusa e dos órgãos estaduais de vigilância epidemiológica.

Atualmente, conforme Ricardo Melo, Porto Velho permanece classificado com baixo risco para infestação do mosquito transmissor da dengue, reflexo das ações contínuas de prevenção, monitoramento e conscientização realizadas pela Prefeitura em parceria com a população.

Caixa d’água e bebedouros

Ricardo Melo solicita que os munícipes redobrem os cuidados após as chuvas. É preciso verificar os quintais e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água parada. No caso das caixas d’água, a recomendação é para realizar limpeza semanal.

O mesmo deve ser feito com tambores e bebedouros de animais, mantendo-os sempre limpos e tampados para evitar a proliferação do Aedes aegypti. “As arboviroses, como dengue, zika e chikungunya, continuam sendo motivo de atenção da saúde pública e a prevenção segue como a principal forma de combate”.

Dados comparativos desde 2024

Entre janeiro e abril de 2024, Porto Velho registrou 426 casos da doença. No mesmo período de 2025, foram 114 casos, enquanto em 2026 o número caiu para apenas 27 registros, conforme dados da vigilância epidemiológica.

Texto:Augusto Soares
Foto:Leandro Morais / Hellon Luiz

secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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