

De acordo com a professora Andréia Gaspar Soltoski, a visita técnica à Delegacia da Mulher é fundamental para que os alunos compreendam, na prática, como funciona o atendimento às vítimas de violência doméstica e familiar. “Muito além da teoria aprendida em sala de aula, o contato com a realidade institucional permite visualizar os desafios da escuta humanizada, das medidas protetivas, da investigação criminal e da atuação integrada da rede de proteção”, destaca.
A visita foi acompanhada pela delega Cláudia Krüger, que mostrou para todos estudantes os diversos cartórios de atendimento dentro da Delegacia e o papel de cada funcionário na estrutura e no funcionamento do espaço. “Além disso, a experiência aproxima os estudantes da dimensão humana do Direito, mostrando que cada procedimento envolve histórias reais, sofrimento, vulnerabilidade e a necessidade de atuação ética e responsável por parte dos profissionais do sistema de justiça”, afirma a professora Andréia.



“Achei a visita muito interessante. A gente conheceu todos os espaços para entender como a Delegacia funciona por dentro. Muitas vezes sabemos o procedimento, mas não conhecemos as pessoas por trás disso, como é o ambiente, e como tudo é organizado. O melhor momento da visita foi a palestra da doutora Cláudia. Ela trouxe muito da vivência dela e falou como é ser mulher no Direito. Isso nos traz incentivo de ver uma mulher chegar numa posição de liderança e mostra que outras mulheres também podem ser capazes”, destaca a aluna Ligia Petrech Martins, que participou da visita.



Além da Delegacia da Mulher, os alunos visitaram a Penitenciária Estadual e o Presídio Hildebrando de Souza. O acadêmico Gustavo Chicora Ferreira disse que para a disciplina de Prática Penal esse tipo de experiência é muito relevante. “Quando a gente tá dentro da sala de aula, lendo um livro, vendo um código, sentado numa cadeira, debaixo de um ar-condicionado, não dá problema. É na ponta que tudo acontece e a gente vai ter que aprender a resolver. Porque um dia nós estaremos lá”, garante.
“Considerando que a disciplina desenvolvida no Núcleo de Prática Jurídica possui caráter essencialmente prático, poucas experiências são tão enriquecedoras para os acadêmicos quanto a oportunidade de conhecer presencialmente os órgãos públicos e acompanhar de perto realidades institucionais que, muitas vezes, permanecem desconhecidas no ambiente exclusivamente teórico”, finaliza a professora Andréia.
Texto e fotos: Tierri Angeluci














