Quinta, 14 de Maio de 2026
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Terras indígenas impulsionadas em polos de bioeconomia na Amazônia com ações do governo de RO

Rondônia está consolidando em 2026 um novo ciclo de desenvolvimento para as comunidades indígenas, ao integrar a preservação da floresta com o dese...

Por: Editoração Fonte: Secom Rondônia
14/05/2026 às 17h20
Terras indígenas impulsionadas em polos de bioeconomia na Amazônia com ações do governo de RO
Diversas etnias rondonienses conquistam a transição da condição de subsistência para o protagonismo econômico, com apoio do Governo

Rondônia está consolidando em 2026 um novo ciclo de desenvolvimento para as comunidades indígenas, ao integrar a preservação da floresta com o desenvolvimento econômico por meio de ações estratégicas. As terras são convertidas em lavouras produtivas e sustentáveis e diversas etnias rondonienses conquistam a transição da condição de subsistência para o protagonismo econômico, com apoio do governo de Rondônia por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater Indígena).

Entre as ações desenvolvidas em 2026 para somar com os avanços, destaca-se a parceria estratégica entre o governo de Rondônia, por meio da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO), e o uma instituição financeira, em que o programa “Ater Indígena” viabilizou a consolidação de 20 projetos agrícolas e pecuários, somando um investimento que ultrapassa R$ 1 milhão.

A família de Solange Suruí conquistou apoio para investir no sistema de irrigação do cafezal. Ela faz parte do novo capítulo na história da agricultura familiar de Rondônia que está sendo escrito na Terra Indígena Sete de Setembro. Foi ela quem motivou a família a investir no café em 2019 e deu bons frutos. Solange conquistou o terceiro lugar em 2022 em um concurso nacional destinado a valorizar as mulheres produtoras de café, o Florada Premiada.

A família de Solange Suruí conquistou apoio para investir no sistema de irrigação
A família de Solange Suruí conquistou apoio para investir no sistema de irrigação

EVOLUÇÃO

A história do café para o povo Paiter Suruí teve início na década de 1980, a partir de lavouras remanescentes deixadas por colonizadores. Inicialmente, a atividade era voltada à subsistência. ‘‘Vendia de qualquer jeito, não sabia a importância do café na época. Mas, a partir de 2019, surgiu a parceria de uma indústria com nosso povo e começou a dedicação de nosso trabalho com café especial. A minha família fez a roça, onde foi desmatada a floresta pelo não indígena, e hoje nós cultivamos a lavoura de café e plantamos também cacau, banana e replantamos floresta para manter em volta do cafezal para gerar sustentabilidade.

Solange guarda na memória com muito orgulho o momento em que subiu ao palco para receber o troféu de terceira colocada como melhor café do Brasil. ‘‘Isso foi muito emocionante para mim, é uma conquista histórica para o meu povo. Desde aquele momento, não parei mais; amo muito trabalhar o café especial com carinho e agora conquistamos mais um sonho ao ter financiamento para irrigação da nossa lavoura e estamos na expectativa de colher a melhor produção dessa safra de 2026. O café tornou-se parte da cultura do povo Paiter e é muito valorizado.

ASSISTÊNCIA TÉCNICA

Dos 20 projetos aprovados, o sistema de irrigação aparece como o item de maior demanda. Os recursos foram destinados à aquisição de maquinários como motocultivadores, roçadeiras e pulverizadores, além do custeio de horas-máquina para preparação do solo e construção de local para armazenamento de água e alimentar o sistema de irrigação. No eixo da pecuária, o crédito possibilitou a aquisição de matrizes bovinas e a recuperação total de pastagens, com respeito às diretrizes ambientais.

O sucesso desta operação financeira é atribuído ao acompanhamento técnico rigoroso liderado pela equipe da Emater-RO. O corpo técnico adaptou a elaboração das propostas à realidade cultural dos povos indígenas, garantindo que o crédito fosse acompanhado de orientações sobre tratos culturais e produtividade. Um dos pilares do projeto é a sustentabilidade: o acesso ao recurso é condicionado à vedação total de supressão de floresta nativa e ao alinhamento com o Plano de Gestão da Terra Indígena (PGTI). Com isso, áreas de pastagem subutilizadas estão sendo convertidas em lavouras produtivas e sustentáveis.

TERRAS INDÍGENAS PRODUTIVAS

Governo destaca ações para impulsionar desenvolvimento nas terras indígenas
Governo destaca ações para impulsionar desenvolvimento nas terras indígenas

O estado abriga 22 Terras Indígenas (TIs) demarcadas e homologadas, onde vivem mais de 21 mil indígenas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São diversas etnia, entre elas os Paiter Suruí, Cinta Larga, Karitiana, Oro Wari, Gavião e Tupari. O governador de Rondônia, Marcos Rocha, pontua que a presença do governo dentro das terras indígenas respeita a floresta e as especificidades de cada terra indígena para gerar renda e uma vida de melhor qualidade.

“A produção indígena é um dos pilares do agronegócio sustentável de Rondônia, e destaca-se pela excelência da produção tanto em qualidade quanto em sustentabilidade, em uma combinação de conhecimento tradicional, tecnológico e melhores práticas agrícolas, resultado da dedicação dos indígenas, que tanto têm contribuído para a evolução do estado. De dentro das terras indígenas estão brotando, por exemplo, cafés premiados; amêndoas de cacau de qualidade para produção de chocolates; castanhas; farinha; peixes; banana, melancia, abacaxi; uma diversidade de produções, que evidenciam as aldeias como polos de bioeconomia no estado.’’

AÇÕES ESTRATÉGICAS EM 2026

O diretor-presidente da Emater-RO, Hermes José Dias Filho, explica que, em 2026, o governo de Rondônia investe na conquista de crédito rural para os indígenas e na expansão da emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) como parte de um pacote robusto de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER Indígena), por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e da Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Rondônia (Emater/RO). Só em Guajará-Mirim foram realizados, este ano, 448 CAFs, beneficiando as etnias Oro Nao, Oro Waram Xijein, Oro Waram e Oro Mon.

Emater investe na conquista de crédito rural para os indígenas e na expansão da emissão do CAF
Emater investe na conquista de crédito rural para os indígenas e na expansão da emissão do CAF

“O CAF não é apenas um registro; é considerado um documento essencial para acesso ao crédito e aos programas governamentais de incentivo à agricultura. Por meio das frentes de serviço da Emater-RO, o Estado chega às aldeias mais remotas para realizar o levantamento produtivo e a regularização das famílias e dá oportunidades para que as terras indígenas sejam produtivas, sustentáveis e melhorem a renda das comunidades indígenas, a exemplo da conquista de crédito para que os indígenas possam investir nas cadeias produtivas. São iniciativas assim que fazem de Rondônia referência nacional em assistência técnica para comunidades indígenas”, afirmou.

ATER INDÍGENA EM RONDÔNIA

A atuação do governo de Rondônia na Ater Indígena baseia-se na entrega de suporte técnico que respeita a cultura e o território:

  • Sustentabilidade: foco na recuperação de áreas degradadas e no manejo da biodiversidade local;
  • Valorização Tradicional: Integração de práticas e saberes indígenas às técnicas agrícolas;
  • Acesso a Políticas Públicas: facilitação do acesso aos programas dos governos e a linhas de crédito, por exemplo;
  • Desenvolvimento Rural: assistência técnica especializada para o desenvolvimento sustentável em terras indígenas.

Fonte
Texto: Vanessa Moura
Fotos: Daiane Mendonça/Arquivo Emater
Secom - Governo de Rondônia

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