
Sete escolas da rede estadual de ensino foram contempladas pelo programa Mais Ciência na Escola, lançado na tarde dessa segunda-feira (11), no Palácio República dos Palmares, com a presença do governador Paulo Dantas e da ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Em todo o estado, serão beneficiadas 30 escolas públicas com laboratórios maker e bolsas de iniciação científica para 300 estudantes e 30 professores orientadores, somando um investimento de mais de R$ 3 milhões.
Pela rede estadual, participam do programa as escolas Dorgival Gonçalves (Campo Alegre), Professora Edleuza Oliveira da Silva (São Miguel dos Campos), Ana Lins (São Miguel dos Campos) e quadro unidades de ensino médio integral de Arapiraca: Professora Izaura Antônia de Lisboa, Senador Rui Palmeira, Lions e Costa Rego.
Cada escola vai receber em média R$ 100 mil. “O programa permitirá às escolas ter essa experiência mão na massa, e em todo o Brasil serão 2000 unidades de ensino envolvidas”, contou Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência do MCTI.
Benefícios para as escolas
As unidades de ensino presentes ao evento destacaram a importância do programa para o fomento da iniciação científica na rede estadual de ensino e como a participação em pesquisa melhora o desempenho dos estudantes em sala de aula.
“Esse programa veio para agregar às práticas científicas que já desenvolvemos em nossa escola e nos permitirá desenvolver ações como oficinas de robótica e letramento digital. E quem participa de projetos de iniciação científica na escola tem um diferencial na sua formação”, avaliou o professor Felipe Ventura, da Escola Estadual Ana Lins, que recentemente, conquistou quatro premiações para Alagoas na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (FEBRACE-USP), o maior evento de iniciação científica do país.
Carlos Wilker Teixeira, que coordena projetos na Escola Estadual Professora Edleuza Oliveira da Silva, diz que a iniciação científica faz com que o aluno exerça o protagonismo da sua própria aprendizagem. “Iniciativas como estas fazem com que eles externem suas habilidades, fixem melhor o conteúdo repassado em sala de aula e pensem soluções para problemas de suas comunidades”, pontuou.
As estudantes também aprovaram a iniciativa. Aluna da 2ª série do ensino médio da Escola Estadual Professora Edleuza Oliveira da Silva, Yasmin Cavalcante, começou a participar de atividades de iniciação científica há um mês, mas é enfática ao afirmar que estes projetos “envolvem o estudante e ajudam a desenvolver melhor o aprendizado”.
Já Maria Luisa Barbosa, da Escola Estadual Ana Lins, está há dois anos envolvida em projetos de pesquisa na unidade de ensino. Segundo ela, que deseja seguir a carreira científica, os projetos fazem com que o aluno “adquira conhecimento além da sala de aula e tenha uma melhor compreensão da sociedade”.
Seduc presente
Na cerimônia de lançamento do programa Mais Ciência na Escola, estiveram presentes a secretária interina da Educação, Maria Gevan Tenório; a secretária executiva do Desenvolvimento da Educação e Cooperação com os Municípios, Sueleide Duarte; a secretária executiva de Gestão da Rede Estadual de Ensino, Sandra Vitorino; a chefe de Gabinete Sheyla Vasconcelos; o superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio, Ricardo Lisboa; a gerente especial de Inovação e Tecnologia na Educação, Andréa Maciel; a gerente especial de Educação da 5ª Regional, Wanessa Padilha e a chefe de Rede da 5ª Regional, Luzia da Conceição.