Domingo, 10 de Maio de 2026
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Ícone da Seleção Brasileira de vôlei sentado, Suellen Lima é uma das atletas-mães do Time São Paulo

Campeã mundial e medalhista paralímpica, a jogadora faz parte do programa de fomento ao paradesporto há três anos e é mãe do Murilo

Por: Editoração Fonte: Secom SP
10/05/2026 às 09h50
Ícone da Seleção Brasileira de vôlei sentado, Suellen Lima é uma das atletas-mães do Time São Paulo
Foto: Alessandra Cabral/CPB e Arquivo pessoal

Suellen Lima é uma das estrelas da Seleção Brasileira feminina de vôlei sentado. Disputou duas Paralimpíadas, ganhou a medalha de bronze nos Jogos do Rio-2016, foi campeã mundial e hoje sonha chegar ao ouro em Los Angeles-2028. Mas o maior troféu ela levanta e abraça todos os dias, o filho Murilo, de quatro anos. Suellen é uma das oito atletas mães entre as 72 mulheres que fazem parte do Time São Paulo, o programa de incentivo ao paradesporto do governo do Estado de São Paulo.

A estrela da Seleção nasceu com uma má-formação na mão esquerda e iniciou sua jornada esportiva no voleibol em pé, aos 12 anos. Atuou pelo time de Diadema até receber, no fim de 2006, uma ligação do técnico da Seleção Brasileira de vôlei sentado da época para conhecer a modalidade. No ano seguinte, tornou-se campeã brasileira e disputou seu primeiro Campeonato Mundial. Uma das atletas que atua há mais tempo na Seleção, Suellen soma 19 títulos nacionais em seu currículo, o último deles em 2025.

“Já tenho 20 anos de carreira no vôlei sentado e pensava em ser mãe após as Paralimpíadas de Tóquio-2021, mas o Murilo veio antes e acabei não participando da competição em que o Brasil conquistou sua segunda medalha paralímpica na modalidade”, afirma.

O desafio de conciliar a maternidade e o esporte de alto rendimento inicialmente a fez pensar que precisaria deixar a Seleção Brasileira, mas um momento especial estava por vir para mostrá-la que poderia ser atleta-mãe. “Quando o Murilo tinha um ano e três meses, fui convocada para o Campeonato Mundial de Vôlei Sentado e senti muita saudade dele, mas voltei da Bósnia com a medalha de ouro, símbolo de um título inédito para o Brasil”, contou a atleta.

Em 2023, ela passou a fazer parte do Time São Paulo e a receber a bolsa do programa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD ). “O suporte financeiro e a visibilidade que o programa nos dá trazem tranquilidade para darmos nosso máximo dentro de quadra”, diz Suellen. “Com o apoio do Time São Paulo ao meu lado durante todo o ciclo, espero conquistar medalhas no Campeonato Mundial desse ano, na China, e na Paralimpíada de Los Angeles-2028”, projetou ela que também esteve nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024, quando a Seleção ficou em quarto lugar.

As atletas-mães podem contar com o suporte financeiro e multidisciplinar do programa de fomento ao paradesporto nacional para lidar com o desafio de administrar simultaneamente essas grandes responsabilidades: ser mãe e atleta de alto rendimento, duas funções que exigem muita dedicação e uma boa rede de apoio. Além da Suellen, outras sete atletas-mães fazem parte do programa: Adriane Ávila (badminton), Ana Carolina Reis (badminton), Bruna Nascimento (vôlei sentado), Janaína Petit (vôlei sentado), Joyce de Oliveira (tênis de mesa), Lorena Spoladore (atletismo) e Lúcia Araújo (judô).

“Ter atletas-mães no Time São Paulo nos enche de orgulho, afinal sabemos como a maternidade transforma as pessoas, trazendo motivação ainda maior na busca dos objetivos e ter algum tipo de deficiência não impede as mulheres de realizar esse sonho”, disse Marcos da Costa, secretário Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

O Time São Paulo Paralímpico é um programa criado pela parceria entre o Governo do estado e o Comitê Paralímpico Brasileiro, para apoiar o desenvolvimento de atletas paralímpicos de alto rendimento, fortalecendo suas carreiras e aumentando as chances de conquistas nacionais e internacionais. O programa investe R$ 8,2 milhões em 157 atletas de 16 modalidades paralímpicas diferentes.

Suellen é professora de educação física, lecionando em escolas públicas regulares, onde alunos com e sem deficiência convivem diariamente. “Sempre planejei as aulas para promover ao máximo a inclusão de alunos com deficiência e mostrar a todos os estudantes que podem chegar onde quiserem.”

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