Domingo, 10 de Maio de 2026
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Mães assistidas em unidades da Rede Estadual de Saúde relatam histórias de amor e superação

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes e as unidades anexas, como o Banco de Leite e o Ambulatório de Seguimento, estão repletas de relatos de mulh...

Por: Editoração Fonte: Secom Sergipe
10/05/2026 às 08h30
Mães assistidas em unidades da Rede Estadual de Saúde relatam histórias de amor e superação
Mães assistidas em unidades da Rede Estadual de Saúde relatam histórias de amor e superação // Fotos : Valter Sobrinho

A Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), referência em partos de alto risco em Sergipe, o Banco de Leite Humano Marly Sarney (BLH) e o Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco Maria Creuza de Brito Figueiredo, antigo Follow-up, são unidades da Rede Estadual que acompanham mães e seus bebês desde o nascimento até os primeiros anos de vida, oferecendo atendimento humanizado e multidisciplinar. Muitas mães que passam por essas unidades vivenciam e compartilham histórias de superação.

A MNSL acolhe diariamente mulheres que enfrentam desafios durante a gestação e necessitam de cuidados intensivos. A maternidade realiza mais de mil atendimentos e cerca de 400 partos por mês. Um desses partos foi o de Kailane Araújo Santos, de 23 anos, natural de Tobias Barreto, mãe do pequeno Hendrew, que terá, neste ano, um Dia das Mães diferente. “Eu sempre quis ser mãe, mas tive um aborto e me entristeci. Depois, fiquei grávida novamente e tive bolsa rota. Fiquei aflita e fui encaminhada para esta maternidade. Passei um tempo na Ala Rosa aguardando chegar o tempo certo e, com 34 semanas, meu menino nasceu de parto normal. Hoje estou muito feliz e realizada. Vai ser o primeiro Dia das Mães que vou passar com ele em meus braços e na minha casa, porque já vamos receber alta hospitalar”, explicou.

A 'Lourdinha', como a MNSL é carinhosamente chamada, é dividida em setores destinados ao tratamento de gestantes, puérperas e bebês prematuros. A Ala Rosa é dedicada ao internamento de gestantes de alto risco da unidade e é fundamental para garantir a segurança materna e fetal em situações que exigem vigilância contínua e cuidados especializados.

Para a superintendente da MNSL, Lourivânia Prado, a maternidade é um espaço de acolhimento e transformação na vida das mulheres. Segundo ela, o trabalho desenvolvido na unidade vai além da assistência médica, envolvendo também empatia e humanização. “Ser uma profissional que cuida de mães é algo muito enriquecedor. Temos muitos desafios e aprendizados que levamos para a nossa vida, porque eu amo ser mãe das minhas filhas. Para mim, ser mãe é ter responsabilidade, doação e muito amor”, enfatizou.

Cuidado contínuo

O cuidado com mães e bebês continua também após o nascimento, especialmente por meio do acompanhamento realizado pelo Banco de Leite Humano, que, além de incentivar a amamentação e a doação de leite humano, auxilia mães que enfrentam dificuldades para amamentar seus bebês. É lá que histórias como a da balconista Sandra Priscila Santos Souza encontram apoio e acolhimento. Moradora de Nossa Senhora do Socorro, Sandra teve o primeiro filho aos 18 anos. Hoje, é mãe de quatro filhos. No dia 24 de março deste ano, Sandra deu à luz, na MNSL, a pequena Maria Luíza, que nasceu prematura, com 34 semanas. Desde a alta hospitalar, a bebê é acompanhada pela pediatra do BLH, já que sua alimentação é exclusivamente baseada em leite materno.

“Quando eu descobri que seria mãe novamente, agora aos 40 anos, foi totalmente diferente, pois é como se estivesse começando tudo outra vez. Mas, com o amadurecimento, vem a sensação de aproveitar mais a maternidade. Saber o significado da maternidade depois dos 40 é totalmente diferente. Então, é maravilhoso. Eu só tenho a agradecer a Deus, mais uma vez, pela dádiva de ser mãe. Amo meus filhos, eles são meus presentes de Deus”, relatou Sandra.

Além do suporte oferecido pelo Banco de Leite, o acompanhamento especializado continua no Ambulatório de Seguimento do Recém-Nascido de Alto Risco, que atende bebês prematuros e suas famílias após a alta hospitalar na MNSL.

A operadora de telemarketing Irlane Santos Pinto, de 29 anos, moradora do conjunto Fernando Collor, em Nossa Senhora do Socorro, teve a filha Alana na MNSL com apenas 31 semanas de gestação. A bebê permaneceu internada durante 40 dias na unidade. Atualmente, ela leva Alana mensalmente ao ambulatório para acompanhamento com pediatra e fisioterapeutas. “É muito cansativo ser mãe, mas é gratificante. Não esperamos nada em troca, o amor é grande. Eu cuido das minhas filhas e trago Alana uma vez por mês para fazer o acompanhamento. Hoje vim fazer um ultrassom da moleira dela. Acho o atendimento aqui maravilhoso, desde a recepção”, destacou.

Outra mãe acompanhada pelo ambulatório é Celina de Oliveira Santos, de 40 anos, natural de Porto da Folha. Durante a gestação, ela apresentou hipertensão e diabetes, sendo encaminhada à MNSL. Sua filha, Alice Vitória, nasceu com 35 semanas e, após 15 dias de internação, passou a receber acompanhamento ambulatorial. “É muito bom ser mãe, é um privilégio. Tem tantas mulheres que querem ser mães e não conseguem. Temos trabalho, passamos por dificuldades para criar os filhos, mas é muito gratificante. Tudo vale a pena”, ressaltou.

Celina
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Irlane
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Kailane
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Lourivania
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Sandra Priscila
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