

Integram a comitiva o reitor da Universidade de Varsóvia (UW), professor Alojzy Nowak; o diretor do Centro de Estudos Andinos da UW, professor Mariusz Ziólkowski; e o chanceler da UW, Robert Gray. “O Brasil é um país imenso, com um futuro brilhante por conta das pessoas, dos recursos naturais e da forma de abordar o desenvolvimento mundial, principalmente através da cooperação forte com universidades europeias”, destacou o reitor Nowak. “Através desse tipo de cooperação, podemos explicar muitas coisas para a sociedade, com o trabalho de boas universidades”.

O coordenador institucional do projeto, professor João Irineu Miranda, explica que esta etapa da colaboração entre as universidades prevê uma expedição que terá o objetivo de identificar sítios arqueológicos e antigas missões jesuíticas em locais interligados pelo Caminho do Peabiru, utilizando uma tecnologia chamada Lidar (Light Detection and Ranging, ou “detecção e alcance por luz”). A expedição já tem início definido: por Ortigueira.
A partir da experiência bem sucedida de décadas do professor Mariusz Ziólkowsk, arqueólogo de renome internacional, a ideia é trabalhar com vestígios e escavações no Paraná. “O professor coordena uma equipe completa de profissionais que atua principalmente no Peru, na descoberta, estudo e preservação de bens do patrimônio cultural ligado ao Império Inca e às diversas culturas andinas”, conta João Irineu. “Em visita ao Paraná, em dezembro do ano passado, o professor ofereceu sua equipe e seus equipamentos de última geração para desenvolver estudos no Paraná relacionados às Reduções Jesuíticas e ao Caminho de Peabiru”. Dentre outros, são equipamentos como o drone com o sistema Lidar, que permite detectar estruturas, assentamentos e modificações na paisagem que estão escondidas sob a vegetação ou embaixo da Terra; e os scanners de fotogranulometria, que permitem identificar pinturas rupestres em diferentes camadas em recintos de caverna.

Como uma universidade que investe em internacionalização e se destaca nos rankings nesse quesito, para a UEPG é mais uma oportunidade de projetos e ações em parceria. “Para nós, da pesquisa e da pós-graduação da UEPG, é uma grande satisfação sempre receber professores estrangeiros e notadamente receber aqui o reitor da Universidade de Varsóvia, com um pesquisador que já tem relações com a América Latina”, enalteceu o pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação, Renê Hellman. “A iniciativa aqui é justamente estabelecer esse contato com os nossos pesquisadores, a fim de viabilizar o aprofundamento dessa relação e para possibilitar que os nossos programas de pós-graduação possam ampliar suas ações de internacionalização e oferecer alternativas, inclusive para os nossos estudantes, de empreenderem pesquisas junto à universidades de destaque no mundo, como é a Universidade de Varsóvia”.
Texto: Aline Jasper, com colaboração de Gabriel Ribeiro | Fotos: Aline Jasper e Gabriel Ribeiro



































