
Rayane Ferreira Duarte, mãe de Maiza Silva, moradora de Belém, estava feliz na Santa Casa, com a filha que nasceu prematura há mais de dez dias e que recebeu sua alta hospitalar nesta sexta-feira, 08, às vésperas do Dia das Mães. “Passamos vários dias aqui e não temos do que reclamar. Fomos tratadas muito bem, mas a nossa liberação para festejarmos o Dia das Mães em casa é de muita felicidade, junto de meu marido e da nossa outra filha que está em casa nos esperando. É um presente em família, o maior presente pelo Dia das Mães”.
O mesmo sentimento é retratado pela dona de casa Brenda Maciel, também moradora de Belém, que junto com a sua filha Isis Valadares ganharam alta do hospital hoje. “Eu tenho um primogênito que está com a minha mãe. E esse tempo que fiquei aqui, eu só pensava o quanto estava demorando. Eu só queria rever meu filho logo e ficar com os dois juntinhos, né? E agora com a nossa alta é uma sensação que não sei nem como descrever. Graças a Deus, foi melhor do que eu imaginava”.
“Aqui fomos bem cuidados, foi melhor do que eu imaginava. Eu já sabia que teria que vir para a Santa Casa, porque a minha gestação foi considerada de alto risco, pela questão da diabetes gestacional. Até porque minha filha nasceu prematura. Mas está tudo bem com ela. Agora é só acompanhar as consultas. E agora tenho que ser uma supermãe, porque antes era só um, mas agora são dois filhos para cuidar", relatou.
A Fundação Santa Casa do Pará, que têm uma das maiores maternidades do país, registrou durante o período de janeiro a abril deste ano, uma alta procura de pacientes de várias cidades. Na área de Urgência e Emergência Obstétrica (UEO), foram atendidas 11.667 mulheres, resultando em 2.900 partos normais e cesáreos. Uma média de 725 parto por mês.
Marília Queiroz, médica coordenadora da Clínica de Tocoginecologia da Fundação Santa Casa do Pará, explica que a maternidade mantém um regime de plantão especializado para atender mulheres de todo o estado. "Isso reflete na quantidade de pacientes que ficam na urgência e emergência aguardando leitos. Por esse motivo, acionamos nosso plano de contingência para liberar mais altas, permitindo que mais pacientes subam para as enfermarias. Também adotamos medidas na própria Urgência e Emergência Obstétrica (UEO) para garantir a segurança dessas mulheres", informa.
Marília Queiroz, reforça ainda o trabalho atencioso dos profissionais da instituição. "Quando a UEO recebe um número muito grande de pacientes, há um impacto direto no Centro Obstétrico e no PPP (Pré-parto, Parto e Puerpério). Atendemos casos de risco habitual, mas o mais importante são as vidas salvas, especialmente das gestantes que chegam com complicações e que precisam de cuidados intensivos".
Norma Assunção, diretora Técnica Assistencial da Fundação Santa Casa, reforça o trabalho da instituição que é referência na atenção do cuidado materno infantil. “É o nosso foco principal. Ser uma maternidade de referência para a gestação de alto risco. A maior maternidade da região Norte. Então, baseado nisso, demonstra realmente a importância desta instituição para o nosso Estado e para a região amazônica, porque também atendemos pacientes fora do nosso estado, onde uma equipe toda qualificada, com processos, protocolos bem definidos e gerenciados, procura prestar uma assistência de qualidade, buscando sempre a segurança para o paciente e para todos os profissionais”.
“A diferença do modelo assistencial da Santa Casa é que nós focamos no cuidado centrado no paciente. Um olhar multidisciplinar para esse cuidado, fazendo com que essa experiência do paciente, principalmente dentro da sua linha materna infantil, que é um momento de felicidade, e seja uma excelente experiência. Feliz, né? Uma experiência agradável, muito positiva para esse paciente. Então, ao longo do tempo, buscamos aprimorar esse olhar, nesse cuidado, através de um processo de acreditação nacional, internacional, dando realmente a toda essa equipe o engajamento que ela precisa para desempenhar esse cuidado com este olhar na pessoa”, pontua a gestora.