A história de Débora Corado e Hugo Miller, pais do bebê Kalel, continua emocionando a equipe do Hospital Materno Infantil (HMI) em Marabá e reflete a superação dos desafios enfrentados na prematuridade. Kalel nasceu com 32 semanas de gestação, pesando apenas 1.535 kg e medindo 40 cm. A mãe teve uma gravidez de alto risco, marcada por pré-eclâmpsia e restrição de crescimento fetal, o que levou ao parto antecipado e à necessidade de cuidados intensivos.
Assim que nasceu, Kalel foi encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) da maternidade, onde permaneceu por 21 dias, com atenção focada no ganho de peso e aprendizado da sucção. Ele recebeu o suporte oferecido aos bebês prematuros que é desempenhado 24 horas, por uma equipe multidisciplinar composta por médicos intensivistas, enfermeiros, nutricionistas do Banco de Leite, cirurgião pediátrico, técnicos de enfermagem, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.
Para a Débora, o parto no HMI sempre foi uma decisão que ela considerava segura, pois ainda durante a gestação recebeu todo o acompanhamento necessário.
“Sempre confiei muito na equipe porque eu conheço profissionais maravilhosos que trabalham aqui. E quando eu fiquei internada no Centro Obstétrico fui muito bem atendida. Enfermeiras, técnicas maravilhosas me acompanharam desde quando eu estava grávida”, lembra.
Depois do nascimento de Kalel, os pais vivenciaram a separação em virtude do tratamento do bebê, o que especialmente para Débora foi um momento doloroso por não poder segurar o filho nos braços, mas também gratificante por ver o cuidado que a criança recebeu no HMI.
“Doeu quando eu tive que deixar ele aqui na UCI. O puerpério sem o bebê dói demais, o peito cheio de leite e as emoções, mas eu chorei só nos primeiros dias. Porque eu vi como meu bebê foi bem tratado, então mesmo eu estando em casa, o meu coração esteve em paz durante 21 dias porque vi todos os bebês sendo muito bem cuidados”, relata.
A enfermeira Samyra Lira, coordenadora da UCI, explica que o atendimento é feito em etapas priorizando o desenvolvimento dos recém-nascidos e a adaptação com a família. Por isso, os bebês ficam na UCI até atingirem tempo de vida equivalente às 34 semanas de gestação e em seguida são encaminhados para a enfermaria, onde ficam mais perto das mães, passam a ser amamentados e continuam recebendo acompanhamento da equipe.
“Aqui na UCI atendemos cerca de 300 bebês por ano, sendo que metade deles são prematuros como o Kalel. Trabalhamos com dedicação, plantão após plantão, acolhendo não só os bebês, mas também suas famílias. Para nós, é gratificante ver desfechos felizes, como o do Kalel, que saiu da UCI e agora está na enfermaria ganhando peso para ir para casa. Este é um momento em que eles ganham confiança e segurança para cuidar do bebê em casa, sem o suporte hospitalar”, enfatiza Samyra.
Para Hugo Miller, pai de Kalel, a experiência da paternidade, apesar dos desafios dos primeiros dias, tem sido a realização de um sonho do casal.
“Ser pai é algo que a gente só tem a noção do sentimento quando se realiza. Kalel foi um sonho meu e da Débora. Deus nos honrou com essa bênção. Fomos surpreendidos pelo acolhimento no hospital. Por mais que eu tenha sido acompanhante nesse processo, senti o carinho e o suporte que os profissionais oferecem ao paciente, ao bebê e ao acompanhante. É algo que nos encheu de paz”, relata Hugo.
Compartilhando a vivência com outras famílias que estão passando por situação semelhante, Hugo aproveita para tranquilizar outros pais e mães, reforçando que o atendimento prestado no HMI promove o acolhimento de todos os envolvidos no processo.
“Muitas pessoas chegam aqui com medo. Mas eu garanto que o seu filho será bem cuidado, você será bem cuidado e a mãe também será muito bem assistida. Os profissionais daqui são dedicados e empenhados no cuidado com os bebês. Nosso coração esteve em paz sabendo que Kalel estava muito bem cuidado.”
Por enquanto, Kalel segue internado na enfermaria e só poderá deixar o hospital quando atingir o peso de 2 kg. Os pais celebram cada progresso, especialmente o momento de segurar o bebê nos braços após dias de espera. “É maravilhoso poder segurar ele, sentir o cheirinho, sem os aparatos da UCI. É uma sensação indescritível”, relata Débora.
A dedicação da equipe do HMI e a força da família Corado-Miller demonstram o compromisso em proporcionar recuperação e esperança. A jornada de Kalel é uma conquista emocionante que inspira todos os envolvidos e reforça a confiança na qualidade do atendimento especializado do Hospital Materno Infantil de Marabá.
Texto: Fabiane Barbosa
Fotos: Igor Leite
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