
Com foco no uso responsável e estratégico da tecnologia, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas realizou o Curso Básico de Inteligência Artificial voltado aos profissionais das forças de segurança do estado. A formação reuniu, no Instituto de Computação da Universidade Federal de Alagoas, 20 integrantes das polícias Militar, Civil e Científica, além da própria SSP/AL. De 4 a 6 de maio, eles tiveram acesso a 30 horas/aula de conteúdos teóricos e práticos
O curso teve como objetivo preparar os profissionais para utilizar ferramentas de Inteligência Artificial de maneira segura, crítica e produtiva, auxiliando atividades como análise de dados, produção de documentos e apoio à tomada de decisões.
A proposta é que a tecnologia atue como ferramenta de suporte, sem substituir o julgamento humano, sempre em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e com as normas de segurança da informação.

Para o coordenador pedagógico do curso, sargento Tarcísio Anderson Lopes Silva, o avanço da Inteligência Artificial é uma realidade irreversível e as forças de segurança precisam estar preparadas para compreender e utilizar essa tecnologia de forma estratégica e responsável.
“A IA veio para ficar e pode se tornar uma aliada no combate ao crime, auxiliando na análise de dados, na produção de conhecimento e na otimização de processos investigativos e operacionais. Nosso objetivo com essa capacitação é mostrar que a tecnologia não substitui o profissional de segurança pública, mas amplia sua capacidade de análise e tomada de decisão, sempre com responsabilidade, senso crítico e respeito à legislação”, disse.
A capacitação priorizou atividades práticas em laboratório, abordando temas como engenharia de prompt, automação de documentos, análise de planilhas, técnicas de OSINT (Open Source Intelligence) com uso de IA e noções introdutórias de modelos preditivos aplicados à segurança pública.
A coordenação pedagógica do curso foi conduzida pela cabo Larissa Artemis Luna Monteiro. Já a coordenação operacional ficou a cargo dos professores doutores Rian Gabriel Santos Pinheiro e Bruno Costa e Silva Nogueira, ambos da Ufal.