
Como parte da Campanha Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre as doenças inflamatórias intestinais, a médica Maira Mota, que atua no Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, em Rio Largo, orienta para o reconhecimento dos sinais que muitas vezes são confundidos com problemas gastrointestinais passageiros.
Ela ressalta que estes sinais podem indicar condições crônicas que exigem acompanhamento médico especializado, pois podem trazer sérias consequências à saúde.
“Sintomas como diarreia persistente, dores abdominais frequentes, perda de peso sem causa aparente e presença de sangue nas fezes merecem atenção, principalmente quando persistem por mais de duas semanas ou se tornam recorrentes. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações e garantir mais qualidade de vida aos pacientes”, segundo pontua Maira Mota.
Segundo explica a médica do Hospital Dr. Ib Gatto Falcão, as doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, provocam inflamações crônicas no trato gastrointestinal e podem comprometer significativamente a saúde e o bem-estar.
“Além das manifestações digestivas, essas doenças também podem causar fadiga intensa, febre, anemia, fraqueza, dores articulares e alterações na pele, afetando diferentes sistemas do organismo”, enfatiza.
Caráter silencioso
A médica Maira Mota explica que um dos principais desafios está justamente no caráter silencioso e progressivo dessas doenças. Os sintomas, de acordo com ela, muitas vezes são subestimados ou confundidos com intolerâncias alimentares, infecções intestinais ou outros distúrbios digestivos.
“O diagnóstico precoce é essencial para controlar a inflamação, reduzir crises e evitar complicações mais graves, como obstruções intestinais, desnutrição e, em alguns casos, a necessidade de intervenções cirúrgicas. Ao perceber alterações persistentes no funcionamento intestinal, o paciente deve procurar avaliação médica”, destaca Maira Mota.
Ela salienta que a investigação clínica envolve avaliação médica detalhada, exames laboratoriais, de imagem e, quando necessário, procedimentos específicos como a colonoscopia, considerada essencial para a identificação correta da doença e definição do tratamento adequado.
“Por isso, a orientação é que a população não normalize sintomas intestinais persistentes e procure assistência de saúde ao notar qualquer sinal de alerta, pois cuidar da saúde intestinal é essencial para o equilíbrio do organismo e para a manutenção da qualidade de vida”, sentencia Maira Mota.