
A realização de um webnário, nesta quinta-feira (30), marcou a entrega dos selos de reconhecimento aos municípios que mais se destacaram na Campanha Estadual de Prevenção da Gravidez na Adolescência – Pará 2026, lançada em janeiro deste ano, por iniciativa da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), via Coordenação de Saúde do Adolescente e Jovem.
A premiação destaca iniciativas desenvolvidas pelos municípios nos meses de fevereiro e março deste ano, conforme a seguinte classificação: Selo Ouro (municípios protetores do futuro); Selo Prata (municípios que constroem futuros) e Selo Bronze (municípios que protegem com informação).
Os municípios de Parauapebas, Castanhal, Canaã dos Carajás, São Félix do Xingu e Óbidos foram distinguidos com o Selo Ouro. Dezessete receberam o Selo Prata: Breves, Altamira, Juruti, Xinguara, Tucuruí, Moju, Tucumã, Capanema, Augusto Corrêa, Bragança, Novo Repartimento, Vitória do Xingu, Ipixuna do Pará, Bonito, Jacundá, Marabá e São João de Pirabas.
O Selo Bronze foi entregue a 39 municípios: São Geraldo do Araguaia, Piçarra, Igarapé-Açu, Curuá, Barcarena, Bujaru, Concórdia do Pará, Eldorado do Carajás, Conceição do Araguaia, Bom Jesus do Tocantins, Almeirim, Santa Izabel do Pará, Igarapé-Miri, Abaetetuba, Marituba, Breu Branco, Santo Antônio do Tauá, Mocajuba, Goianésia do Pará, Portel, Ponta de Pedras, Magalhães Barata, Aurora do Pará, Tailândia, Colares, Salinópolis, Ourilândia do Norte, Aveiro, Oriximiná, Salvaterra, São Domingos do Capim, Limoeiro do Ajuru, Santarém Novo, São Francisco do Pará, Quatipuru, Santa Cruz do Arari, Ulianópolis, Porto de Moz e Inhangapi.
Outros municípios também receberam menção honrosa de participação na campanha, baseada na Lei nº 13.798/2019, que instituiu a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, na primeira semana do mês de fevereiro.
Incentivo- Conforme a coordenadora de Saúde do Adolecente e Jovem da Sespa, Vera Canto, a mobilização estadual ocorreu em fevereiro e março, com incentivo aos municípios para que executassem ações envolvendo conteúdos de fortalecimento da saúde sexual e reprodutiva, e projeto de vida para adolescentes, associando saúde, educação e território.
Foram propostas abordagens que incluíssem também rodas de conversa, oficinas sobre projeto de vida, teatro e dramatização, circuitos de saúde, jogos educativos e atividades culturais. As ações contaram com a participação de 177.217 adolescentes.
O webnário teve a participação de Mariana Rocha, representante do escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em Belém, que destacou a parceria firmada com o governo estadual pelo compromisso conjunto de colocar meninas e meninos no centro das políticas públicas, promovendo equidade e oportunidades para cada criança e adolescente no Pará.
Os serviços da Atenção Primária à Saúde (APS), com as Unidades Básicas de Saúde geridas por prefeituras municipais, oferecem a adolescentes e jovens as principais ações educativas acerca da sexualidade responsável, promoção à saúde, prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e gravidez precoce.
Métodos disponíveis- Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, dez métodos contraceptivos que ajudam no planejamento familiar são ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita, a essa população. O Pará já dispõe de todos os métodos: anticoncepcional injetável mensal, anticoncepcional injetável trimestral, minipílula, pílula combinada, diafragma, pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte), Dispositivo Intrauterino (DIU), preservativo feminino e preservativo masculino, e implante subdérmico contraceptivo (Implanon).
Nesse fluxo, cabe à Sespa orientar os municípios a conduzir as políticas voltadas para esse segmento por meio de capacitações e treinamentos sobre normas recomendadas pelo governo federal.
Vera Canto também ressaltou que, ao engravidar, a adolescente precisa procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência para fazer o pré-natal. Também é importante levar o parceiro. Ambos receberão orientações necessárias para o acompanhamento da gestação.
“A melhor forma de prevenir a gravidez na adolescência é com educação, alertando tanto as meninas quantos os meninos sobre os impactos de uma gestação precoce em seu desenvolvimento”, disse Vera Canto, ao mencionar que adolescentes que desenvolvem problemas de saúde devido à gestação correm o risco de deixar a escola e não têm oportunidade de emprego. “São várias as consequências sociais e econômicas que eternizam um ciclo de pobreza e baixa escolaridade”, acrescentou.