Sexta, 01 de Maio de 2026
Publicidade

Êxito no tratamento de bebê com cardiopatia congênita e condição pulmonar raras emociona equipe do Hospital de Clínicas

Profissionais e familiares comemoraram a alta de Anthony Noah, de dez meses, após sete meses de internação

Por: Editoração Fonte: Secom Pará
30/04/2026 às 21h09
Êxito no tratamento de bebê com cardiopatia congênita e condição pulmonar raras emociona equipe do Hospital de Clínicas
Foto: Ascom HC

Após sete meses de internação, o pequeno Anthony Noah de Lima, de dez meses, recebeu alta do Hospital de Clínicas Gaspar Vianna (HC), em Belém. Natural de Vitória do Xingu, no Sudoeste do Estado, a cerca de 970 quilômetros da capital, o bebê foi internado em setembro de 2025 com um quadro complexo que envolvia cardiopatia congênita, uma malformação no coração que compromete a circulação do sangue, associada a uma condição pulmonar rara, que dificultava a respiração.

Durante o período de internação, Anthony passou por cirurgias cardíaca e pulmonar e enfrentou complicações, precisando utilizar traqueostomia, procedimento que cria uma via direta na traqueia para auxiliar a respiração. Com a evolução do quadro clínico e resposta positiva ao tratamento, o bebê apresentou melhora progressiva, recebendo alta em bom estado geral, alimentando-se por via oral e sem necessidade de suporte respiratório.

A alta hospitalar foi marcada por um momento de emoção e gratidão entre familiares e profissionais de saúde. Como forma de reconhecimento, a família também realizou uma homenagem às equipes da Clínica Pediátrica e da UTI Pediátrica do HC, entregando um certificado em agradecimento “por tanto carinho, paciência e amor” dedicados ao bebê durante toda a internação, gesto que retribui a iniciativa da unidade, que costuma conceder certificados de coragem às crianças no momento da alta. “Tiveram profissionais que nos acolheram bem, tivemos conversas que foram mais acalentadoras. Foram muitos profissionais que passaram pela nossa vida”, agradeceu a mãe, Raiany Evelly, de 22 anos.

A cardiopediatra Jéssica Bissi acompanhou todo o tramento do bebê

A cardiopediatra Jéssica Bissi, que acompanhou o caso desde o início, destacou a complexidade do quadro. “Ele passou por cirurgia cardíaca para corrigir a cardiopatia, mas, no pós-operatório, não evoluiu bem e teve complicações respiratórias, precisando retirar parte do pulmão. Na UTI, apresentou infecção, dificuldade para respirar sem ajuda de aparelhos e também teve um problema no nervo responsável pela respiração, o que exigiu outra cirurgia para melhorar o funcionamento do diafragma. Como não conseguia respirar sozinho, foi necessária a traqueostomia, o que permitiu que ele evoluísse e fosse para a enfermaria, mesmo ainda enfrentando novos quadros respiratórios. Com o apoio da fonoaudiologia, conseguimos avançar para a alimentação pela boca”, detalhou a profissional.

A médica também destacou a importância do acompanhamento especializado ao longo do tratamento. “A última etapa foi a retirada da traqueostomia, já que a família mora no interior, em um local com pouco suporte. Com treinamento diário da equipe multiprofissional, ele conseguiu evoluir até a retirada do dispositivo, após exames que confirmaram que as vias respiratórias estavam livres. Ele respondeu bem, já respira em ar ambiente e hoje recebe alta sem aparelhos. Agora, vai seguir com acompanhamento multidisciplinar, com fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e consultas em cardiopediatria, pediatria e pneumologia”, explicou.

Já a chefe de enfermagem, Sâmia Medeiros, ressaltou a superação do paciente e a emoção vivida pela equipe no momento da alta. “A equipe multidisplinar da Clínica Pediátrica está muito feliz com essa vitória do Anthony, porque a vitória dele é nossa também. A gente faz esse trabalho de corresponsabilidade com a família, no qual a gente traz a família pra junto da terapia do paciente e o resultado é esse: de excelência, em que a gente entrega uma criança para a sociedade reabilidade e isso é motivo de muita felicidade pra nós. Foi um caso que mobilizou muitas equipes, tanto da UTI pediátrica, quanto da pediatria."

Ela também destacou que se tratava de um caso desafiador, especialmente na etapa de retirada da traqueostomia. Devido à pouca idade do paciente, a equipe buscou apoio em estudos e evidências científicas para conduzir o processo com segurança.

O resultado, segundo ela, foi um desfecho bem-sucedido, celebrado por todos os profissionais envolvidos.

Agora, Anthony retorna para sua cidade de origem e seguirá em acompanhamento ambulatorial com especialistas em cardiologia e pneumologia. Segundo a equipe do HC, ele apresenta boa evolução clínica e segue em recuperação, cercado pelo cuidado da família e pela expectativa de uma nova fase fora do ambiente hospitalar.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários