Quinta, 30 de Abril de 2026
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Projeto escolar do Centro de Excelência Nelson Mandela aproxima estudantes de comunidades tradicionais sergipanas

Através de rodas de conversa e visitas a comunidades do estado, 'Alma Africana' contribui com o letramento racial e social de seus alunos

Por: Editoração Fonte: Secom Sergipe
30/04/2026 às 12h58
Projeto escolar do Centro de Excelência Nelson Mandela aproxima estudantes de comunidades tradicionais sergipanas
Fotos: Ascom Seed

O Centro de Excelência Nelson Mandela, localizado em Aracaju, tem promovido uma experiência que vai além das salas de aula ao aproximar estudantes de comunidades tradicionais sergipanas. Por meio do Projeto Alma Africana: Reconhecendo as Diferenças, Esperançando a Equidade', os alunos participam de rodas de conversa e visitas de campo que fortalecem o letramento racial e social, ampliando o olhar sobre identidade, cultura e pertencimento.

Nesta semana, a iniciativa realizou duas rodas de conversa com a temática ‘Saberes e fazeres do povo Xokó: uma forma de vida sustentada no comunitarismo’. As atividades reuniram estudantes do Ensino Médio e contaram com a participação da professora indígena Maria Paula de Melo, que compartilhou vivências e conhecimentos ligados à cultura Xokó. 

De acordo com a educadora, a ação evidenciou valores como coletividade, pertencimento, preservação cultural e o cuidado com a vida em comunidade. “Mais do que momentos de debate, as rodas de conversa representam práticas educativas que fortalecem o aprendizado para além da sala de aula, formando sujeitos mais conscientes, críticos e comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa e plural”, destacou.

Além disso, como forma de proporcionar uma experiência ainda mais significativa e imersiva, o projeto também promove visitas às comunidades tradicionais, permitindo que os estudantes vivenciem, na prática, os saberes, costumes e modos de vida apresentados nas rodas de conversa. Em sua programação, o projeto inclui visitas a comunidades quilombolas localizadas nos municípios de Frei Paulo, Indiaroba, Pirambu, Poço Verde, Riachão do Dantas, Riachuelo e Simão Dias. 

“Desde 2010, o Projeto Alma Africana realiza vivências em comunidades quilombolas sergipanas, e até fora do estado. Este ano, com o apoio da Seed, o projeto já retomou as vivências, começando pelo município de Simão Dias. Deste modo, os saberes transitam por toda a escola, tradição escrita e tradição oral dialogam, o racismo sofre mais um golpe, e a educação verdadeiramente inclusiva vai ganhando contornos”, expressa o professor e co-criador do Projeto Alma Africana, Evanilson Tavares de França, que garante que o programa alcance novos patamares na educação.

Sobre a iniciativa 

O Projeto Alma Africana: Reconhecendo as Diferenças, Esperançando a Equidade teve início em 2005, quando o professor Evanilson França, ao lado de outras educadoras, criou o 'Sentireis - Sentir para transformar, resistir para erradicar as injustiças sociais', na Escola Estadual Professor Benedito Oliveira, localizada no Conjunto Orlando Dantas, em Aracaju. Desde a sua origem, a iniciativa tem como propósito estimular a participação ativa da comunidade escolar, do entorno e dos movimentos sociais, fortalecendo práticas voltadas à educação antirracista.

Atualmente desenvolvido no Centro de Excelência Nelson Mandela, também localizado na capital sergipana, o projeto consolidou-se como uma referência na promoção do diálogo sobre diversidade, equidade e justiça social. Ao longo dos anos, vem ampliando suas ações e impactando a formação crítica dos estudantes, ao integrar diferentes saberes e vivências ao cotidiano escolar. 

O reconhecimento desse trabalho se reflete em importantes premiações, como o Selo ODS, conquistado nas edições de 2023 e 2024, o Troféu ODS 2023 e o Prêmio Educar com Equidade Racial e de Gênero, recebido em 2024.

A iniciativa, que recebeu nove premiações em três anos, sendo alguns desses de alcance nacional, é coordenada pelos professores Evanilson Tavares de França, Gilmara de Souza Neto, Adalcy Costa dos Santos, Sheila Rodrigues dos Santos Vega e Elisângela de Andrade Santos, além da atriz Talita Santos Tavares de França. A iniciativa atua em plena consonância com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, com a Lei Estadual nº 5.497/2004 e com a Resolução CNE/CP nº 1/2004, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.

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