
Aos 42 anos, o técnico agrícola Carlos Eduardo dos Santos, morador de Campo Alegre, viu sua rotina mudar drasticamente após descobrir a necessidade urgente de um transplante renal. O diagnóstico veio de forma inesperada, durante um atendimento de emergência no Hospital Metropolitano de Alagoas, em Maceió, quando foi informado de que os rins haviam parado de funcionar e que, para retomar uma vida normal, precisaria enfrentar a hemodiálise enquanto aguardava o transplante.
A partir daquele momento, a vida de Carlos foi marcada por restrições severas. “Parei de trabalhar, tive que controlar a água, no máximo um litro por dia, e deixar de comer muitas coisas. Mudou praticamente tudo, e tudo para pior”, relembra.
A esperança começou a ganhar forma no Hospital do Coração Alagoano Prof. Adib Jatene, unidade da rede estadual que hoje se consolida como referência em cardiologia, transplantes e procedimentos de alta complexidade. Mais do que estrutura física, o hospital reúne atendimento integrado — clínico, cirúrgico e intervencionista — com tecnologia avançada e equipes especializadas, atendendo desde consultas e exames até cirurgias de alta complexidade e transplantes.

Entre setembro de 2022 e julho de 2026, a unidade registrou números que traduzem seu impacto direto na vida da população. Foram 2.133 cirurgias, com crescimento contínuo e pico de 631 procedimentos em 2025. Na hemodinâmica, área de alta especialização, já são 5.499 procedimentos, enquanto o atendimento ambulatorial soma 29.839 consultas, demonstrando expansão e acesso ampliado aos serviços de saúde.
É nesse ambiente de assistência contínua e qualificada que histórias como a de Carlos ganham novos capítulos. “Minha experiência foi ótima, melhor impossível. É um hospital muito bem cuidado, com profissionais excelentes, desde a equipe de apoio até a direção”, afirmou.
O hospital também se destaca pelo programa de transplantes, considerado um dos pilares da unidade. Ao todo, já foram feitos 65 transplantes, sendo 46 renais, como o de Carlos, além de 9 cardíacos e 10 hepáticos — números que representam vidas transformadas e novas chances concedidas a pacientes de todo o estado.
Segundo Carlos, o diferencial vai além dos procedimentos. “São pessoas muito humanas, me trataram super bem. Tudo é feito na hora certa, explicam cada detalhe. O cuidado é o melhor possível”, relatou.
A virada em sua história veio de forma inesperada. Em uma noite de domingo, já perto da meia-noite, ele recebeu a ligação que mudaria seu destino. “Quando vi que era a assistente social, já imaginei. Fiquei até nervoso para atender. Ela disse que havia um rim compatível. Foi uma alegria muito grande. Na realidade, é um milagre”, contou.
A cirurgia ocorreu sem intercorrências, resultado de um trabalho técnico aliado ao preparo e acolhimento da equipe médica. Procedimentos desse porte fazem parte da rotina do hospital, que conta com estrutura para cirurgias complexas, hemodinâmica, implantes cardiovasculares, transplantes e técnicas minimamente invasivas, como TAVI e ablação cardíaca, além de suporte completo em diagnóstico por imagem.
Nesse campo, a unidade também apresenta números expressivos: foram mais de 75 mil exames no período, incluindo mais de 17 mil ressonâncias magnéticas, 12 mil tomografias, 13.610 eletrocardiogramas e mais de 11 mil ecocardiogramas, reforçando a capacidade diagnóstica como base para tratamentos eficazes.
“Os médicos explicam tudo antes. Quando acordei, já estava tudo feito. Não senti nada. Foi muito tranquilo”, relembra Carlos.
Pouco mais de um mês após o transplante, ele já celebra uma nova fase. “Minha vida mudou 100%. Estou comendo melhor, bebendo água normalmente. Coisas simples que antes eram difíceis agora fazem toda a diferença”, disse. O acompanhamento segue de forma contínua, com exames e consultas regulares, evidenciando o cuidado também no pós-operatório.
Para o técnico agrícola, fazer o procedimento em um hospital da rede estadual é motivo de orgulho. “É algo impressionante. A gente nem acreditava que existia um hospital dessa grandeza aqui em Alagoas. Somos privilegiados”, afirmou.
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A estrutura do Hospital do Coração Alagoano atende desde cardiologia clínica e cirúrgica até nefrologia pré e pós-transplante, além de oferecer exames especializados, ambulatórios específicos e monitoramento contínuo por telemetria — um modelo que garante assistência integral ao paciente.
Carlos também deixa uma mensagem de esperança para quem ainda aguarda na fila por um transplante. “Tenha fé em Deus, que o seu milagre vai chegar. E não se preocupe, porque existe um lugar de excelência para ser atendido, que é o Hospital do Coração Alagoano, com profissionais que realmente cuidam da gente”.