
Criado para dar mais agilidade para as ações da Polícia Militar de São Paulo, o Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO) realizou em apenas 30 dias mais de 9 mil abordagens em corredores estratégicos da capital. O diferencial do grupo é utilizar motos com até dois ocupantes e armamento longo.
Foram 20 operações desde a criação, focadas em pontos estratégicos da cidade de São Paulo mapeados com inteligência policial no cruzamento de dados. O planejamento considera principalmente ocorrências de roubos e furtos, incluindo crimes praticados em vias públicas, casos de quebra-vidro e roubos e furtos de veículos. Também entram na definição das áreas os corredores viários, locais de difícil acesso para veículos maiores, como viaturas, e regiões em que a mobilidade das motocicletas pode representar uma vantagem operacional.
Até a quinta-feira (22), 74 suspeitos foram presos pelo BRAvO, sendo 21 deles procurados pela Justiça. O balanço, atualizado até a noite de quarta-feira (21), também inclui a recuperação de cinco veículos e nove celulares com registros criminais.
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Foram vistoriados 5,5 mil veículos, com 494 apreensões por irregularidades. Os policiais também registraram 2,1 mil autos de infração de trânsito, recolheram 7,7 quilos de drogas e apreenderam R$ 6,6 mil em dinheiro.
“Com dois policiais em uma motocicleta, não reforçamos somente o patrulhamento, mas também proporcionamos mais segurança ao agente que está na rua enfrentando a criminalidade”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Nesta quinta-feira (22), o batalhão realizou mais uma operação na região central da capital, com equipes mobilizadas nas imediações do Bom Retiro, Santa Cecília, Pari, Luz e Canindé, incluindo vias como as avenidas do Estado, Cruzeiro do Sul e Tiradentes.
“A área que recebe o apoio do BRAvO é beneficiada com a atuação em pontos sensíveis, como comunidades e grandes corredores viários, o que pode refletir nos índices criminais e na sensação de segurança por meio da presença policial”, destacou o coronel Vergílio Corrêa Mariano, comandante do Comando de Policiamento de Área Metropolitano 1 (CPA/M-1).
“Graças à agilidade das motos, já conseguimos prestar socorro e dar apoio à vítima de um atropelamento até a chegada da equipe de resgate, responsável por oferecer o atendimento mais adequado”, relatou o tenente César Costa, da Rocam do 2º Batalhão de Choque, um dos pilotos que participa da ação.
Esta é a terceira operação consecutiva do BRAvO na região central nesta semana. Na terça-feira (20), policiais atuaram nos bairros da República, Anhangabaú e Vila Buarque. Na quarta-feira (21), o reforço ocorreu no Brás e no Cambuci.
Em cada um desses dias, mais de 110 motocicletas foram empregadas nas operações, distribuídas por diferentes vias da região central.