Quinta, 03 de Setembro de 2026
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Setembro Amarelo: tristeza e outros sinais de sofrimento emocional

Isolamento, perda de interesse por atividades, alterações no sono ou apetite, irritabilidade e desesperança podem ser sinais de que algo não vai be...

Por: Editoração Fonte: Agência Belém
03/09/2026 às 19h51
Setembro Amarelo: tristeza e outros sinais de sofrimento emocional
Crédito: Giordano Bruno

Durante a campanha Setembro Amarelo, de conscientização sobre a prevenção ao suicídio, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) reforça quereconhecer mudanças de comportamento é um passo importante para o autocuidado. Falar sobresaúde mental de forma responsável, oferecer umaescuta acolhedorae sem julgamentos e conhecer os serviços disponíveis na rede de saúde podemajudar pessoas em sofrimento a encontrar apoio.

Cuidado que acolhe

Em Belém, a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) oferecediferentes possibilidades de cuidado em saúde mental. A população que procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS), encontra uma das portas de entrada para o atendimento, onde é realizado o acolhimento e aavaliação das necessidadesapresentadas.

A partir dessa avaliação, a equipe acompanha o caso na Atenção Primária à Saúde ou, quando identificada a necessidade de atendimento especializado, articula o cuidado com outros serviços da rede, incluindo os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Os locais oferecemgrupos terapêuticos, cinema, oficinas de arte, lanches coletivos, entre outras atividades.

O atendimento é realizado porequipes multiprofissionaise considera as necessidades e o contexto de vida de cada pessoa, buscando garantircuidado integral e contínuo,fortalecer vínculos e promover autonomia e qualidade de vida.

É o caso do Marcelo Mesquita, usuário do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que encontrou no atendimento profissional um espaço de escuta e apoio durante umperíodo de sofrimento.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Por que falar sobre saúde mental?

Alguns transtornos mentais, como o transtorno depressivo maior e o transtorno bipolar, estão associados a um maiorrisco de comportamentosuicida, especialmente em períodos de maior intensidade dos sintomas. No entanto, o suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial e não pode ser explicado apenas pela presença de um transtorno mental. Fatoresindividuais, familiares, sociaise relacionados ao contexto de vida também podem estar envolvidos.

Por isso, mudanças persistentes no comportamento,isolamento, desesperança, sofrimento emocional intenso ou falas relacionadas à mortee ao desejo de não vivernão devem ser ignorados. Nessas situações, oferecer escuta e acolhimento e incentivar a busca por apoio profissional são atitudes importantes.

Crédito: Érica Lobato
Crédito: Érica Lobato
Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Atenção aos sinais

Crédito: Giordano Bruno
Crédito: Giordano Bruno

De acordo com a gerente do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), Carolina Pinheiro,alguns sinais merecem atenção, principalmente quando persistem e começam a interferir na rotina.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Familiares, amigos, colegas de trabalhoe outras pessoas próximas também podem contribuir paraperceber mudanças e incentivara busca por atendimento. Escutar sem julgamentos e demonstrar disponibilidade são atitudes importantes diante de alguém em sofrimento.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

Onde buscar ajuda

Em casos de necessidade de acolhimento, orientação, avaliação e acolhimento em saúde mental em Belém, a população podeprocurar uma Unidade Básica de Saúde(UBS) mais próxima para consulta e encaminhamento para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial, de acordo com o que for identificado no usuário.

Em situações decrise ou risco imediato, é importante procurar oserviço de urgência e emergência mais próximo ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência(Samu), pelo número192.

O Setembro Amarelo amplia o debate sobre saúde mental e reforça que o cuidado começa também pela atenção aos sinais, pela escuta e pelo acolhimento. Reconhecer o sofrimento e procurar ajuda profissional são passos importantes para quem precisa de cuidado.

Unidades para apoio

  • Unidades Básicas de Saúde (UBSs): acolhimento, orientação e avaliação inicial.
  • Centros de Atenção Psicossocial (CAPS): acompanhamento especializado em saúde mental, conforme a necessidade de cada usuário.
  • Situações de urgência e emergência: procurar o serviço de emergência mais próximo ou acionar o Samu, pelo 192. Em situações que demandem atendimento do Corpo de Bombeiros, o número é 193.
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