Terça, 04 de Agosto de 2026
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Mosquitos que ajudam a combater a dengue? Tecnologia inédita chega a Porto Velho

Método Wolbachia utiliza um mosquito aliado para reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya Método Wolbachia consiste na liberação de mos...

Por: Editoração Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO
04/08/2026 às 15h26
Mosquitos que ajudam a combater a dengue? Tecnologia inédita chega a Porto Velho
Método Wolbachia consiste na liberação de mosquitosAedes aegypticom a bactéria Wolbachia, que bloqueia o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya

Você já imaginou usar o próprio mosquito para combater a dengue? Parece contraditório, mas é exatamente essa tecnologia que começa a fazer parte da realidade de Porto Velho.

A capital passa a contar com o Método Wolbachia, uma estratégia do Ministério da Saúde, desenvolvida em parceria com a Fiocruz, que utiliza mosquitos Aedes aegypti com uma bactéria natural chamada Wolbachia. Ela impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito, reduzindo a transmissão dessas doenças.

A tecnologia já é utilizada no Brasil há mais de dez anos e agora chega a Porto Velho. No novo insetário instalado na capital, ovos enviados de Curitiba passam por todo o ciclo de desenvolvimento até a fase adulta. Depois, os mosquitos são liberados pelas equipes da Prefeitura nos bairros contemplados.

Depois de liberados, esses mosquitos cruzam com os Aedes aegypti que já vivem na cidade e transmitem a bactéria, que é uma bactéria boa e natural, para as próximas gerações. Aos poucos, aumenta a quantidade de mosquitos que não conseguem transmitir os vírus.

Método já está presente em 15 países e tem resultados muito positivos, explicou Diogo Challegre

“Nosso primeiro trabalho é informar a população. Durante muito tempo aprendemos que era preciso eliminar o mosquito e isso continua sendo importante. A diferença é que agora existe um mosquito aliado, que carrega a bactéria Wolbachia e não transmite dengue. O método já está presente em 15 países e tem resultados muito positivos. Em Niterói (RJ), por exemplo, houve redução de 89% dos casos de dengue. Em Campo Grande, a redução foi de aproximadamente 64%. Nossa expectativa é alcançar resultados semelhantes em Porto Velho ao longo dos próximos anos.”, explicou o biólogo e pesquisador da Fiocruz, Diogo Challegre.

“Essa tecnologia chega para reforçar o trabalho que já realizamos no combate às arboviroses. Ela soma às ações de vigilância e prevenção, precisamos da participação da população, mesmo com a nova tecnologia, porque os cuidados continuam sendo indispensáveis.”, ressalta a secretária municipal de saúde, Sandra Maria.

• Eliminar água parada em vasos, pneus, garrafas e baldes.

• Manter caixas d’água, tonéis e reservatórios sempre bem tampados.

• Limpar calhas e ralos para evitar o acúmulo de água.

• Colocar areia nos pratinhos das plantas.

• Descartar corretamente recipientes que possam acumular água da chuva.

• Manter piscinas tratadas ou devidamente cobertas.

Combate à dengue exige inovação e responsabilidade, disse Léo Moraes

A expectativa é beneficiar mais de 276 mil moradores em 27 bairros da capital. Em cidades onde o método já foi implantado, os resultados apontaram redução significativa dos casos de dengue.

“O combate à dengue exige inovação e responsabilidade. A Capital passa a contar com uma tecnologia que já vem sendo utilizada em outras cidades e que fortalece o trabalho que já realizamos diariamente. É mais uma ferramenta para proteger a nossa população, sempre com o apoio da ciência e sem substituir a participação da comunidade, que continua sendo fundamental no combate aos focos do mosquito.”, disse o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes.

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Texto:Helen Paiva
Fotos:Erisson Soares

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)

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