Sexta, 03 de Julho de 2026
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Governadora Mailza Assis zera cadastro de reserva de professores efetivos do maior concurso da Educação

Uma lista publicada no Diário Oficial pode parecer apenas mais uma etapa administrativa. Para quem esperou pela nomeação, no entanto, cada edital c...

Por: Editoração Fonte: Secom Acre
03/07/2026 às 19h06
Governadora Mailza Assis zera cadastro de reserva de professores efetivos do maior concurso da Educação
Foto: Reprodução/Secom Acre

Uma lista publicada no Diário Oficial pode parecer apenas mais uma etapa administrativa. Para quem esperou pela nomeação, no entanto, cada edital carrega outro valor. É o nome impresso, a estabilidade que chega, a família que reorganiza os planos e a escola que passa a contar com um profissional efetivo para construir um trabalho de longo prazo. Com a nova convocação de candidatos nomeados no concurso público da Educação, publicada nesta quinta-feira, 2, pelo governo do Acre, por meio das secretarias de Estado de Administração e de Educação e Cultura, a governadora Mailza Assis cumpre mais um compromisso de governo e zera o cadastro de reserva de professores efetivos do maior concurso da história da Educação acreana.

A etapa convoca candidatos para inspeção médica e entrega de documentos, contemplando professores de língua espanhola, língua inglesa, matemática, química e educação especial, além de cargos de apoio administrativo educacional, destinados a municípios de diferentes regiões do estado. O processo deve ser concluído até o dia 3 de agosto, após a finalização das etapas previstas em edital, confirmando uma política de recomposição do quadro permanente da rede estadual.

O concurso ofertou 3 mil vagas para cargos de níveis médio e superior em todo o Acre. Desde a primeira nomeação, em dezembro de 2025, o Estado avançou em etapas sucessivas de posse, com chamadas na capital e nos demais municípios, contemplando professores, servidores de apoio administrativo e profissionais da Educação Especial.

Titular da SEE, Reginaldo Prates, destacou o compromisso da gestão estadual com o ensino público, prezando pela qualidade e desenvolvimento pleno dos alunos. Foto: Ingrid Kelly/Secom
Titular da SEE, Reginaldo Prates, destacou o compromisso da gestão estadual com o ensino público, prezando pela qualidade e desenvolvimento pleno dos alunos. Foto: Ingrid Kelly/Secom

Para o secretário de Estado de Educação e Cultura, Reginaldo Prates, zerar o cadastro de reserva dos professores efetivos representa uma entrega estrutural para a rede pública.

“Zerar o cadastro de reserva de professores efetivos não é apenas cumprir uma etapa administrativa. É garantir continuidade pedagógica, reduzir a dependência de contratos provisórios e dar às escolas profissionais que podem construir projetos de longo prazo. A governadora Mailza Assis assumiu esse compromisso e orientou que a Educação tratasse cada convocação com prioridade, porque por trás de cada nome há uma sala de aula esperando, uma família reorganizando a vida, estudantes que precisam de professores presentes, preparados e vinculados à rede”, afirmou.

O sonho de transformar vidas

Entre os nomes que passaram a integrar o quadro efetivo da Educação está o de Alice Bispo, professora de matemática empossada em Rio Branco. A posse dela ajuda a traduzir o que o concurso representa para quem escolheu a docência como projeto de vida.

Desde que começou a cursar matemática na Universidade Federal do Acre, Alice sonhava em se tornar servidora pública. Ao tomar posse, definiu o momento como uma realização pessoal e profissional.

Alice conta que desde que começou a cursar matemática na Ufac, sonhava em ser servidora pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Alice conta que desde que começou a cursar matemática na Ufac, sonhava em ser servidora pública. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“É um sonho realizado hoje. Desde 2016 quando saí da Ufac estou atuando na área. Me sinto realizada, eu sonho em transformar a vida dos estudantes, ela [a educação] é libertadora, meus alunos são meu foco principal”, contou.

A história de Alice mostra o impacto da efetivação para o professor e para a escola. Um servidor efetivo não chega apenas para ocupar uma vaga, mas para permanecer, planejar, acompanhar turmas, criar vínculo com a comunidade escolar e dar continuidade ao trabalho pedagógico. A posse dela também foi celebrada pela família. A mãe, professora Ana Rosa Bispo, acompanhou a cerimônia e falou do orgulho de ver as filhas seguindo a mesma profissão.

“O sentimento é de muito orgulho, minhas duas filhas seguiram a minha profissão e hoje são servidoras públicas, agradeço a Deus, ao governo por essa oportunidade que a minha filha teve”, disse.

Uma família inteira no Diário Oficial

Há histórias em que a aprovação muda uma carreira. Na casa de Telmo e Marlete Costa, mudou o mapa de uma família inteira.

Com a publicação da lista de aprovados no concurso da Educação, quatro integrantes da mesma família viram seus nomes no Diário Oficial. Marlete atua como professora de Educação Especial, Telmo e o filho caçula, Kaique, garantiram vagas como apoio administrativo. O filho mais velho, Brenno, foi aprovado como professor de geografia.

A rotina até as aprovações exigiu disciplina. Depois do trabalho formal e das tarefas de casa, cada um seguia para estudar. “Chegávamos todos exaustos. Cada um ia para o seu quarto, trancava a porta e ia estudar”, contou Marlete, relembrando o esforço coletivo.

Família celebra aprovação em concurso público e do filho na faculdade de medicina. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Família celebra aprovação em concurso público e do filho na faculdade de medicina. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O exemplo dentro de casa também influenciou Kaique, estudante da rede estadual, que além da aprovação no concurso comemorou vaga no curso de Medicina. Para ele, ver os pais estudando tornou o esforço parte da rotina.

“Eu chegava em casa e via meu pai e minha mãe estudando. O que eu ia fazer? Eu tinha que estudar também”, relatou. Brenno, agora professor de geografia da rede estadual, definiu a conquista familiar como resultado direto da educação pública.

“A geografia não é estática, é o resultado das relações sociais, econômicas e culturais que se transformam com o tempo. A educação pública abriu portas, porque redesenhou o mapa socioeconômico da nossa família. Hoje, temos mais oportunidades e uma visão de futuro ampliada. A rede e as políticas públicas nos ajudaram a chegar ao nosso objetivo”, avaliou.

A história da família resume uma das dimensões do concurso. O Estado reforça a rede, mas também abre caminho para que servidores construam estabilidade, renda e futuro dentro do próprio Acre.

Primeiro emprego, primeira estabilidade

O maior concurso da Educação também abriu portas para jovens que chegaram ao primeiro emprego por meio do serviço público. Um deles é Matheus Feitosa dos Santos, de 19 anos, aprovado para apoio administrativo. Matheus fez todo o ensino médio na Escola Leôncio de Carvalho, na Vila Acre, e também cursou Técnico em Administração. Antes de ser aprovado no concurso da Educação, prestou pelo menos dez provas de outros concursos.

Matheus Feitosa com a irmã, Flávia Catrine: os primeiros servidores públicos da família. Foto: Mardilson Gomes/SEE
Matheus Feitosa com a irmã, Flávia Catrine: os primeiros servidores públicos da família. Foto: Mardilson Gomes/SEE

A aprovação teve peso especial para a família. Matheus e a irmã, Flávia Catrine Feitosa dos Santos, tornaram-se os primeiros servidores públicos da casa. O pai trabalha em uma colônia e a mãe vende salgados.

“Foi muito bom ser aprovado. Agora vou poder ajudar em casa”, disse Matheus. Lotado na Escola Zuleide Pereira, na Vila Acre, perto de onde mora, ele representa uma geração de jovens que ingressa no serviço público pela educação e passa a enxergar novas possibilidades de vida profissional.

A irmã, Flávia Catrine, também foi aprovada no concurso, para o cargo de professora de química. Para os dois, a convocação não significou apenas a conquista de uma vaga, mas o início de uma trajetória de estabilidade e responsabilidade com a rede pública.

No Juruá, uma conquista depois de 25 anos

Em Cruzeiro do Sul, a posse de novos professores no Teatro dos Náuas marcou a trajetória de profissionais que já dedicavam a vida à sala de aula, mas ainda aguardavam a segurança do vínculo efetivo.

Entre eles estava Adriana Oliveira de Souza. Com aproximadamente 25 anos na educação, sempre por meio de contratos provisórios, ela definiu a nomeação como um divisor de águas na própria carreira.

Adriana Oliveira de Souza celebra posse na educação estadual. Foto: Glédisson Albano/SEE
Adriana Oliveira de Souza celebra posse na educação estadual. Foto: Glédisson Albano/SEE

“Hoje posso dizer que conseguir um contrato efetivo como professora é fundamental para garantir estabilidade profissional, segurança financeira e valorização na carreira, assim como assegurar a qualidade no aprendizado dos alunos. Para mim é mais do que um concurso, é a realização de um sonho”, afirmou.

A fala de Adriana mostra um dos principais efeitos da efetivação. Para o profissional, representa direitos assegurados, tranquilidade para trabalhar e reconhecimento profissional. Para a escola, significa continuidade, e para os estudantes, menos interrupções e mais vínculo com quem ensina.

No Juruá, as posses também reforçaram a presença do Estado em regiões fora da capital. As cerimônias contemplaram profissionais de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves e Mâncio Lima, aproximando os servidores dos municípios onde iriam atuar.

A descentralização foi uma das marcas do concurso, com posses ocorrendo em diferentes municípios, fortalecendo o quadro de escolas urbanas e rurais.

Um marco histórico na Educação Especial

Um dos capítulos mais importantes do concurso foi a Educação Especial. Pela primeira vez, o Estado realizou concurso e convocou servidores efetivos especificamente para a área.

A posse de mais de 730 profissionais marcou um avanço histórico para o atendimento aos estudantes público-alvo da Educação Especial. Foram empossados profissionais para o Atendimento Educacional Especializado, Braille e Libras, ampliando o suporte pedagógico em toda a rede estadual.

A professora Joice de Moura Bernardino celebrou a conquista como um marco pessoal e coletivo.

“Esse concurso é um momento muito especial, porque batalhamos muito. Foi um processo difícil, mas com certeza será um passo para melhorar a educação do nosso estado”, afirmou.

Joice diz que governo fez história na Educação Especial, valorizando servidores e enaltecendo o trabalho dos mediadores. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Joice diz que governo fez história na Educação Especial, valorizando servidores e enaltecendo o trabalho dos mediadores. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Ela também destacou a importância de vagas específicas para a área. “É uma área que precisa muito de nós. Hoje é um dia de alegria e emoção, e agradecemos a Deus por esse momento”, disse.

A Educação Especial depende de continuidade. O atendimento exige vínculo, formação, acompanhamento e conhecimento da realidade de cada estudante. Por isso, a chegada de profissionais efetivos muda a estrutura da política pública.

Com a efetivação, a rede passa a contar com profissionais permanentes, especialistas na área, para atender estudantes da zona urbana e da zona rural. A inclusão deixa de depender apenas de esforço individual e passa a ter base estrutural dentro do quadro do Estado.

Concurso fortalece quadro efetivo da Educação

Com o encerramento do cadastro de reserva de professores efetivos, o governo do Acre conclui mais uma etapa do maior concurso público da história da Educação estadual, reforçando o quadro permanente da rede e ampliando a presença de profissionais efetivos nas escolas.

Desde a primeira nomeação, realizada em dezembro de 2025, o concurso avançou em diferentes etapas, com posses na capital e no interior, contemplando professores, servidores de apoio administrativo educacional e profissionais da Educação Especial.

A convocação também contribui para reduzir a rotatividade de profissionais nas unidades de ensino, garantindo mais continuidade ao planejamento pedagógico e ao acompanhamento dos estudantes dos municípios.

Com a nova etapa, a gestão estadual cumpre o compromisso de convocar os professores efetivos aprovados no concurso e consolida uma das principais ações de recomposição do quadro da Educação no Acre.

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