Segunda, 29 de Junho de 2026
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Projeto de Letramento Infantil fortalece alfabetização de crianças atendidas nas Usinas da Paz

Culminâncias realizadas em sete unidades reuniram estudantes, famílias e educadores para apresentar os resultados do primeiro semestre e lançar rev...

Por: Editoração Fonte: Secom Pará
29/06/2026 às 12h50
Projeto de Letramento Infantil fortalece alfabetização de crianças atendidas nas Usinas da Paz
Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza, até esta segunda-feira, 29 de junho, as culminâncias do Projeto de Letramento Infantil desenvolvido nas Usinas da Paz da Região Metropolitana de Belém. As atividades marcam o encerramento do primeiro semestre do projeto e reúne estudantes, familiares e educadores para apresentar as produções desenvolvidas ao longo das aulas, demonstrando os avanços na alfabetização, na leitura e na escrita.

A programação ocorre nas Usinas da Paz Terra Firme, Icoaraci/Outeiro, Icuí, Guamá, Benguí, Jurunas/Condor e Cabanagem. Durante as culminâncias, as crianças participam de apresentações de leitura, declamação de poemas, dramatizações e exposições de produções textuais elaboradas ao longo das atividades pedagógicas.

Um dos destaques da programação é o lançamento de revistas produzidas pelos próprios estudantes e professores de cada unidade. As publicações reúnem textos, fotografias, desenhos e registros das atividades realizadas durante o semestre, documentando o percurso de aprendizagem das turmas e incentivando a valorização da leitura e da escrita.

Desenvolvido pela Seduc, o Projeto de Letramento Infantil atende estudantes que apresentam defasagens na aprendizagem, cenário intensificado após a pandemia. A iniciativa integra as ações de recomposição das aprendizagens da rede estadual e utiliza metodologias ativas, materiais produzidos pelos próprios educadores conforme a dificuldade de cada aluno e obras com temáticas amazônicas para estimular o desenvolvimento das crianças.

Professora Ione Alves - Especialista em educação

A especialista em Educação da Seduc, Ione Alves, explica que as turmas foram criadas para oferecer acompanhamento aos estudantes que ainda apresentavam dificuldades no processo de alfabetização.

"Percebemos que muitos alunos chegaram ao sexto e ao sétimo ano ainda precisando ser alfabetizados. Foi nesse momento que estruturamos as turmas de letramento infantil. Hoje acompanhamos estudantes que conseguem ler textos completos, declamar poemas e demonstram uma evolução muito significativa", afirmou.

Segundo a educadora, o trabalho também busca aproximar os estudantes da cultura regional por meio da literatura produzida na Amazônia.

"Trabalhamos com metodologias ativas, projetos temáticos e materiais preparados pelas professoras. Também inserimos livros com temáticas amazônicas, aproximando as crianças da nossa cultura. Nosso objetivo é ampliar esse trabalho para todas as Usinas da Paz e oferecer cada vez mais oportunidades de aprendizagem", concluiu.

Samuel Moraes

Os resultados também são percebidos pelos próprios estudantes. Aos 8 anos, Samuel Moraes Ferreira Bandeira participou de uma das culminâncias com a leitura do livro Pororoca, da coleção Amazônia Encantada – Lendo Desmitos.

"Foi a primeira vez que li uma lenda amazônica. Gostei muito porque é uma história muito legal. Também gosto de vir para as aulas e ler com meus colegas", contou.

As famílias também acompanham de perto a evolução das crianças atendidas pelo projeto. Mãe de duas alunas, Maica Cristina afirma que as filhas passaram a demonstrar mais interesse pelos estudos desde o início das atividades.

"Minhas filhas não sabiam ler nem escrever. A menor nem conhecia as letras e hoje já reconhece as vogais, os números e demonstra muito interesse em aprender. Elas esperam pelos dias das aulas e gostam muito da professora. É um projeto que faz diferença para famílias que não têm condições de pagar um reforço escolar", disse.

Daniele Valquíria e seu sobrinho Pedro Miguel

Daniele Valquíria Silva, tia do estudante Pedro Miguel, também observa mudanças importantes no desenvolvimento do sobrinho.

"Depois que começou a participar do projeto, ele evoluiu na aprendizagem, passou a se comunicar melhor, fez amizades e ganhou mais confiança. É uma oportunidade muito importante para ele e para nossa família", relatou.

Texto de Amanda Castro - Ascom/Seduc

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