
A ampliação da linha de cuidado cardiovascular em Sergipe, com investimentos em tecnologia, atendimento especializado e transporte, já apresenta resultados significativos na assistência aos pacientes atendidos pela Rede Estadual de Saúde. Isso porque a integração entre a telecardiologia, a plataforma Join, o serviço aeromédico e o Centro de Hemodinâmica do Huse garantiu atendimento em tempo significativo a uma paciente vítima de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), no município de Neópolis, localizado a 121 quilômetros de Aracaju.
Ao sentir uma dor no peito que não passava, a dona de casa Eliane Alves, de 39 anos, procurou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município. Diante da gravidade do quadro e da necessidade de rápida definição diagnóstica, foi acionado o Serviço de Telecardiologia do Samu, que permitiu a análise imediata do eletrocardiograma e a confirmação do diagnóstico em tempo hábil.
“A partir deste momento, toda a linha de cuidado foi coordenada pelo Serviço de Telecardiologia, organizando, de forma integrada, cada etapa da assistência. Com o apoio da plataforma digital Join, desenvolvida para o gerenciamento dos casos cardiovasculares agudos, todas as instâncias envolvidas, como a equipe da UPA, a Central de Regulação de Urgências (CRU), o Samu 192 Sergipe, o transporte aeromédico e o Centro de Hemodinâmica, acompanharam, em tempo real, a evolução do caso, permitindo comunicação contínua e tomada de decisões rápidas e seguras”, informou o cardiologista e coordenador da linha de cuidado do paciente cardiovascular do Huse, José Edvaldo Santos.
Toda essa integração é resultado dos investimentos realizados pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que fortalecem a linha de cuidado cardiovascular no estado. “Graças à articulação entre os serviços e à disponibilização do transporte aéreo pelo Samu, a paciente foi transferida com agilidade para o Centro de Hemodinâmica do Huse, onde teve acesso à angioplastia coronária dentro do intervalo considerado padrão ouro para a reperfusão miocárdica. O resultado dessa atuação coordenada foi um desfecho extremamente favorável, com sucesso do procedimento, recuperação satisfatória e preservação da função cardíaca”, enfatizou o médico.
Ainda internada, Eliane reconhece que toda a rapidez da assistência foi determinante para sua recuperação. "Quando disseram que eu viria de helicóptero, só fechei os olhos e torci para chegar logo. Quando cheguei ao Huse, fui direto para fazer o procedimento. Foi tudo muito rápido. Hoje estou bem, graças a Deus. Agora é cuidar da saúde. Sou muito nova e tenho três filhos para criar", contou.
Celeridade ainda maior
Como um importante reforço para o atendimento de urgência e emergência, o serviço aeromédico de Sergipe também assegurou toda a assistência prestada à paciente. Entregue recentemente, a nova aeronave H-130T2, incorporada à frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192 Sergipe), já está em operação e é regulada pela Central de Regulação de Urgências (CRU).
A superintendente do Samu 192 Sergipe, Cintia Guerra, destaca que a nova aeronave representa um avanço significativo para o atendimento das urgências e emergências em todo o estado. “Se o transporte fosse realizado exclusivamente por via terrestre, seria necessário deslocar uma Unidade de Suporte Avançado de outra base até Neópolis e, depois, seguir viagem até Aracaju. Certamente, o tempo total da ocorrência seria superior a três horas. Com a aeronave, chegamos a Neópolis em cerca de 25 minutos, e o voo até o Huse levou aproximadamente 24 minutos, totalizando pouco mais de uma hora para toda a remoção. Essa redução do tempo é decisiva para que o paciente chegue mais rapidamente ao tratamento definitivo”, ressaltou.
“No panorama atual, com a disponibilidade da aeronave para o transporte aeromédico, esse tempo é sensivelmente reduzido. Isso justifica e ratifica o nosso compromisso com a agilidade, melhorando o tempo-resposta para favorecer as condições necessárias à reperfusão, o tempo de chegada da paciente à unidade de Hemodinâmica e a realização dos procedimentos de angioplastia”, acrescentou a superintendente.
Para a acompanhante e tia da paciente, Elizete Ferreira, a agilidade da assistência fez toda a diferença. "A assistência imediata com o suporte aéreo foi essencial para salvar a vida dela. Se ela tivesse vindo de carro, talvez não tivesse tido esse tempo para o socorro. É importante que a população saiba que esse serviço existe e salva vidas", concluiu.




