
A construção de uma agenda conjunta voltada ao fortalecimento da ciência, da educação e da proteção ambiental marcou a visita institucional da reitora eleita da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), professora Gracialda Ferreira, ao Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), na segunda-feira (22), em Belém. O encontro ocorreu no auditório do órgão e reuniu servidores, professores, pesquisadores e demais participantes em um momento de diálogo e projeção de novas parcerias.
Com o tema “As relações entre a Ufra e o Ideflor-Bio nos próximos quatro anos: Investindo na cooperação”, o evento “Ufra e Ideflor-Bio: Parceria e Futuro” teve como objetivo discutir caminhos para ampliar a integração entre as duas instituições, reconhecidas pela atuação estratégica na produção de conhecimento e na conservação dos recursos naturais amazônicos.
A professora Gracialda Ferreira foi recebida pelo presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, que destacaou o caráter informal e participativo da programação. Segundo ele, a iniciativa foi pensada como um diálogo sobre o papel das instituições públicas e a necessidade de fortalecer parcerias capazes de gerar benefícios concretos para a sociedade.
Trajetória -Nilson Pinto relembrou a trajetória de Gracialda Ferreira no Ideflor-Bio, especialmente à frente da Diretoria de Gestão de Florestas Públicas (DGFLOP), período em que acompanhou de perto sua capacidade de liderança, capacidade de trabalho e contribuição para o fortalecimento da política de concessões florestais no Pará. O presidente também compartilhou experiências de sua gestão acadêmica, ressaltando que o exercício da liderança institucional exige dedicação integral e permanente capacidade de diálogo.
Ao defender a ampliação da cooperação entre as instituições, o presidente do Ideflor-Bio afirmou que universidades e órgãos de pesquisa e gestão ambiental possuem vocações complementares. Segundo ele, a integração entre ensino, pesquisa, extensão e produção de conhecimento técnico-científico potencializa resultados, amplia a captação de recursos e fortalece iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.
Nilson Pinto destacou, ainda, que “o Ideflor-Bio coloca, desde já, à disposição da Universidade todo o seu patrimônio institucional, incluindo unidades de conservação, projetos, experiências técnicas e áreas de pesquisa. Em contrapartida, a aproximação permitirá que servidores e pesquisadores do Instituto se beneficiem da produção acadêmica, dos programas de pós-graduação e da presença dos estudantes em atividades de campo e de investigação científica”. Entre as áreas com grande potencial de atuação conjunta, ele citou manejo florestal, sistemas agroflorestais, zoologia, medicina veterinária e agronomia.
Compromisso -A reitora eleita da Ufra disse que o momento era histórico, e reforçou a importância de compreender a floresta de maneira ampla, reconhecendo-a como um sistema complexo e profundamente relacionado às pessoas que vivem em seus territórios.
Gracialda Ferreira também relembrou sua trajetória de vida e formação, desde a infância em Abaetetuba (município do Nordeste paraense) até o ingresso na Ufra, em 1996. “Ao recordar da minha passagem pela Diretoria de Gestão de Florestas Públicas do Ideflor-Bio, em 2021, destaco que a experiência foi uma verdadeira escola de gestão, e permitiu transformar em prática muitas ideias que cultivava para as florestas públicas amazônicas”, frisou.
Oriunda de uma realidade marcada por desafios e poucas perspectivas, Gracialda Ferreira afirmou que a educação é o principal instrumento para que milhões de amazônidas possam sonhar e construir um futuro melhor, reafirmando que a cooperação entre instituições públicas é essencial para gerar oportunidades e promover o desenvolvimento sustentável da região.