Sábado, 20 de Junho de 2026
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Duas escolas estaduais têm projetos selecionados para a 78ª Reunião Anual da SBPC

Escolas estaduais Ana Lins, de São Miguel dos Campos e Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca, foram escolhidas para representar Alagoas no evento

Por: Editoração Fonte: Secom Alagoas
20/06/2026 às 08h27
Duas escolas estaduais têm projetos selecionados para a 78ª Reunião Anual da SBPC
Projetos estão entre os 109 selecionados em todo o Brasil - Ana Paula Lins e Cortesia
Ana Paula Lins/ Ascom Seduc

Duas escolas da rede estadual de ensino foram escolhidas para representar Alagoas na Feira SBPC Jovem, uma das atrações da programação da 78ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), voltada para estudantes da Educação Básica. As escolas estaduais Ana Lins, de São Miguel dos Campos, e Izaura Antônia de Lisboa, de Arapiraca, tiveram seus projetos selecionados para o evento que acontece de 26 de julho a 1º de agosto na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói (RJ) e contará com a exposição de 109 trabalhos de todo o país.


A Escola Estadual Ana Lins levará o projeto “Meteo Inova: Monitoramento Inteligente do Clima Local”, que consiste em uma miniestação meteorológica capaz de medir dez variáveis climáticas, e que, recentemente, conquistou três premiações na edição 2025 da Semana de Pesquisa, Tecnologia e Inovação na Educação Básica (Sinpete), da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), e quatro premiações na edição 2026 da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da Universidade de São Paulo (FEBRACE-USP), o maior evento de iniciação científica do país.


Já a Escola Estadual Izaura Antônia de Lisboa, que já representou o estado em diversas feiras científicas espalhadas pelo país e no exterior, vai expor trabalho sobre a produção de unguento natural à base da espécie vegetal Euphorpia Hirta, popularmente conhecida como erva de Santa Luzia, para tratamento dos distúrbios respiratórios.


As duas unidades de ensino também estão entre as sete escolas estaduais de Alagoas contempladas pelo programa Mais Ciências na Escola, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que foi lançada no estado no dia 11 de maio, beneficiando 30 escolas públicas alagoanas com laboratórios maker e bolsas de iniciação científica para 300 estudantes e 30 professores orientadores, somando um investimento de mais de R$ 3 milhões.


Expectativas


Professores e estudantes falam da expectativa em relação ao evento.


“A Feira de Ciências da SBPC , a SBPC Jovem, é voltada totalmente à divulgação científica de pesquisas que são feitas nas escolas públicas de todo o Brasil. Muitas dessas instituições agora fazem parte do programa Mais Ciência na Escola, a exemplo de nós. Estamos indo compartilhar as experiências e mostrar o que tem sido feito nas escolas do Estado de Alagoas”, falou o professor Felipe Ventura, da Escola Estadual Ana Lins.


“Estou muito feliz e animada para participar da Feira de Ciências da SBPC. Ter o nosso projeto selecionado foi uma conquista muito especial e motivo de muito orgulho para toda a equipe. Representar Alagoas torna esse momento ainda mais significativo, pois mostra que todo o esforço, dedicação e trabalho desenvolvido valeram a pena. A expectativa agora é aproveitar essa oportunidade ao máximo, conhecer novas ideias, trocar experiências com outros participantes e apresentar o nosso projeto da melhor forma possível”, adiantou Thalyta Amorim, aluna da Ana Lins.


Pensamento similar ao da professora Nadja Souza e da estudante Acsa Marques. “Nestes últimos 25 anos, nossa escola viu a vida de muitos de nossos alunos ser transformada por meio da iniciação científica e das pesquisas desenvolvidas aqui na escola, o que levou muitos deles inclusive a escolher uma carreira na área das ciências após a conclusão do ensino médio. A SBPC é mais uma chance de mostrarmos o nosso potencial e a ciência produzida na escola pública de Alagoas”, destacou Nadja.


“Sermos selecionados para o SBPC é uma honra e oportunidade para levar o nossa escola a nível nacional, uma chance de alcançarmos novos ambientes por meio da iniciação científica”, avaliou Acsa.

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