

“Só passar já estava ótimo. O primeiro lugar veio de brinde”, brincou Melissa. “Foi uma sensação de muito orgulho, porque esse esforço não é só do ano passado, mas de toda uma vida”. Questionada se vale a pena o esforço para manter notas altas, participar de monitorias e cumprir todos os requisitos do edital, ela é enfática: “Vale a pena! Não teve ninguém que se arrependeu de se esforçar”.
A história da família com o Ganhando o Mundo não começa agora. A irmã mais velha, Paola, participou da 2ª edição do programa , em 2022, enquanto também era aluna do Colégio Agrícola, e foi para a Nova Zelândia. Hoje ela cursa Medicina na UEPG e não esconde o orgulho de ver a irmã mais nova seguir seus passos. “Eu fico muito, muito feliz por isso”, diz.

Mãe e filhas creditam parte do sucesso à formação recebida no Caar-UEPG. “O Ensino Médio é um momento crucial para o jovem. É aquele momento em que ele tem que decidir a vida, aprender coisas da vida, não só acadêmicas, mas de vivência”, aponta Julia. “E quando se fala que sai daqui um técnico agrícola muito bom, é verdade. Mas não só um técnico: uma pessoa boa”.
Emocionado, o diretor do Caar, Alcebíades Baretta, comemorou a conquista da aluna. “É uma honra e um orgulho muito grande ter a Melissa conosco. Que ela consiga realizar os sonhos dela, e que a gente consiga participar dos desses sonhos, também”.
“Eu fico muito honrada de trazer essa conquista para o Agrícola”, declara Melissa. Para a “moranguinho de botina”, como chama carinhosamente a família, estudar no Colégio Agrícola é uma experiência completa, que vai além do ensino de qualidade (consagrado com o resultado de melhor escola pública de Ponta Grossa no Enem). “Não é só você se formar um técnico em agropecuária, mas você fazer as amizades, guardar as lembranças de um bom ensino médio… É um lugar mágico, mesmo. É uma identidade: eu fui do Agrícola”.

Ganhando o Mundo
Foram mais de 15 mil inscritos nesta edição do programa de intercâmbio internacional organizado pela Secretaria de Estado da Educação, e os países-destino serão Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Irlanda e Reino Unido. “A iniciativa tem se firmado como uma importante ferramenta de transformação na trajetória educacional dos nossos estudantes”, avalia o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. Segundo ele, o programa representa muito mais do que uma oportunidade de intercâmbio internacional. “Ao proporcionar novas vivências e ampliar perspectivas, contribui para o desenvolvimento de competências e fortalece o protagonismo dos alunos nas instituições da rede estadual”.
A iniciativa, voltada para estudantes da rede pública estadual, oferece a oportunidade de cursar um semestre letivo em um país de língua inglesa. O Governo do Estado cobre as principais despesas, incluindo passaporte, visto, materiais didáticos, uniformes e documentação acadêmica, além de oferecer um auxílio mensal aos alunos durante o período no exterior. Desde 2022, o Ganhando o Mundo já contemplou 4.540 jovens da rede estadual de ensino, com investimento acumulado superior a R$ 500 milhões. Os embarques da 8ª edição estão previstos para 2027.
Texto e fotos: Aline Jasper


