
Profissionais do Hospital Regional de Palmeira dos Índios (HRPI) e técnicos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) se reuniram, nesta quarta-feira (10), para dar um passo importante na assistência psiquiátrica da VIII Região de Saúde. O grupo participou de uma oficina voltada à implantação do Projeto Terapêutico Singular no Núcleo de Saúde Mental da unidade hospitalar, iniciativa que busca humanizar o atendimento e sintonizar as ações com a Rede de Atenção Psicossocial.
Durante o encontro foram, discutidas estratégias voltadas à construção de planos terapêuticos individualizados, promovendo um cuidado centrado no paciente, que passa a ser protagonista do próprio tratamento. A iniciativa também busca fortalecer a continuidade da assistência após a alta hospitalar, por meio da integração entre o HRPI e a Rede de Atenção à Saúde.
De acordo com a assessora técnica da Sesau, Mariana Xavier, a ferramenta é fundamental para qualificar o cuidado em saúde mental e fortalecer a integração entre os diversos serviços da rede. “Discutimos uma ferramenta muito importante para o cuidado da pessoa, colocando o usuário como protagonista desse processo, tanto no cuidado hospitalar quanto na articulação com a rede da 8ª Região de Saúde. É um fortalecimento do cuidado não apenas nos leitos, mas também do cuidado em liberdade, que é o que diz a Política Nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde”, destacou.
A política de saúde mental brasileira preconiza o Projeto Terapêutico Singular como um conjunto de condutas clínicas e de reabilitação construído em diálogo direto com o usuário. O foco é garantir o cuidado em liberdade, a autonomia e a cidadania, respeitando as necessidades e o contexto de vida do paciente no território onde está inserido.
Para o coordenador do Núcleo de Saúde Mental do HRPI, psiquiatra Saulo Emanuel, a implantação do Projeto Terapêutico Singular representa um avanço na organização dos fluxos assistenciais e no acompanhamento dos pacientes após a saída da unidade hospitalar.
“Estamos construindo esse plano dentro do hospital para organizar os fluxos de tratamento do paciente e também o processo de alta, garantindo que exista uma rede preparada para dar continuidade ao acompanhamento, desde a compreensão de como esse paciente estava antes da internação até o seguimento do tratamento após sua saída. Ele fará parte do tratamento e a rede estará disponível para apoiá-lo”, explicou.