Quinta, 11 de Junho de 2026
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Seminário da Alfabetização 2026 debate qualidade da aprendizagem com equidade

A Secretaria da Educação (Seduc) promoveu, nesta quarta-feira (10), em Fortaleza, o Seminário da Alfabetização 2026. O evento buscou refletir sobre...

Por: Editoração Fonte: Secom Ceará
11/06/2026 às 16h56
Seminário da Alfabetização 2026 debate qualidade da aprendizagem com equidade
Fotos: Sarah Braga

A Secretaria da Educação (Seduc) promoveu, nesta quarta-feira (10), em Fortaleza, o Seminário da Alfabetização 2026. O evento buscou refletir sobre as estratégias para a garantia da alfabetização com qualidade e equidade. A iniciativa busca aprimorar as ações desenvolvidas dentro do regime de colaboração entre estado e os 184 municípios cearenses. O encontro contou com a presença de prefeitos, dirigentes municipais de Educação e gerentes regionais do Programa Aprendizagem na Idade Certa (Mais Paic).

A secretária da Educação, Jucineide Fernandes, ressalta que o Seminário une profissionais da educação pública de todo o estado em prol do debate pela melhoria dos índices de alfabetização. A gestora destaca que o evento faz parte das ações ligadas ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

“Não consideramos apenas o número pelo número. Compreendemos que cada criança não alfabetizada na idade certa poderá ter sua trajetória escolar e suas oportunidades futuras comprometidas. Temos 84% das crianças alfabetizadas no tempo certo e, por isso, estamos em primeiro lugar nacional. Mas ainda temos um percentual de crianças não alfabetizadas. Assim, promovemos um trabalho coletivo de união entre todos os que fazem a educação cearense”, pontua.

A pauta trabalhada no seminário visa chamar a atenção para aspectos relacionados à garantia de direitos das crianças. Um dos pontos altos da programação foi a palestra “A importância do letramento na educação infantil”, ministrada pela diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica no Ministério da Educação (MEC), Tereza Farias.

“É muito importante que a gente convoque os prefeitos e secretários municipais de Educação do Ceará para refletir sobre a alfabetização. Precisamos pensar em como aprimorar, nos campos de experiência da Educação Infantil, dentro do universo da brincadeira e do lúdico, a aproximação das crianças com a cultura escrita. Estamos imersos em uma sociedade muito marcada pela escrita e não podemos aguardar que somente ao início do ciclo de alfabetização, no Ensino Fundamental, seja promovido o contato das crianças com práticas pedagógicas que propiciem o processo de letramento. O Programa Leitura e Escrita na Educação Infantil (ProLEEI) pode ser um importante indutor para criar mais conexão entre a etapa inicial da Educação Básica e o Ensino Fundamental”, enfatiza Tereza.

Troca de experiências

O evento teve, ainda, o painel “Os caminhos e desafios para a garantia do direito a uma alfabetização com equidade”. Na ocasião, foram compartilhadas experiências exitosas a respeito da alfabetização de 100% das crianças em determinadas localidades, com a evolução na aprendizagem, a redução das desigualdades e o fortalecimento do regime de colaboração.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Participaram do debate a secretária executiva de Cooperação com os Municípios, Emanuelle Grace; a prefeita do município de Alcântaras, Charlyne Freire; e os dirigentes municipais de Educação de São Luís do Curu, Itapipoca e Nova Olinda, respectivamente Josélia Abreu, Lucas Alvino e Laene Biserra. A mediação foi do orientador da Célula de Fortalecimento da Alfabetização e Ensino Fundamental, Cristiano Rabelo.

Emanuelle Grace considera o evento um momento de extrema relevância para o estado.

“Buscamos olhar para cada criança, no sentido de garantir-lhe o direito de ler e escrever na idade certa. Para que essas crianças tenham grandes oportunidades na trajetória da Educação Básica e também na vida, é preciso que tenham esse direito garantido. O Ceará tem sido uma referência no Brasil e no exterior, por ser um estado pobre, mas que prioriza a educação. Isso faz recair sobre nós uma responsabilidade grande. A superação da meta nacional em alfabetização não nos traz conformação, pois queremos chegar a todas as crianças. Celebramos o que já conquistamos, mas ao mesmo tempo convocamos nossos municípios e nossas equipes a irem além”, salienta.

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