Quarta, 10 de Junho de 2026
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SES e Hospital de Cirurgia divulgam detalhes da realização inédita de transplantes de fígado pelo SUS

Além do início do serviço de transplantes hepáticos, em 2026, o estado também voltou a realizar transplantes renais, após 13 anos de inatividade

Por: Editoração Fonte: Secom Sergipe
10/06/2026 às 12h38
SES e Hospital de Cirurgia divulgam detalhes da realização inédita de transplantes de fígado pelo SUS
Fotos: Mário Sousa/Ascom SES

Os primeiros transplantes de fígado da história de Sergipe ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS) foram realizados no mês de maio, na Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (FBHC), e são resultado de investimentos do Governo do Estado. Para apresentar e detalhar o início da realização dos transplantes hepáticos, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Cirurgia promoveram, nesta quarta-feira, 10, uma coletiva de imprensa, reunindo profissionais envolvidos nas cirurgias e veículos de comunicação sergipanos.  

Com o início deste serviço, Sergipe passa a fazer parte da lista de estados brasileiros habilitados e realizadores de transplantes de fígado. O feito representa um grande avanço na saúde pública estadual e é fruto de investimentos por parte do Governo do Estado, como ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer. “Esse momento é um marco histórico na saúde de Sergipe e é a prova de que investir em saúde transforma e salva vidas. Para nós, é um imenso orgulho ver Sergipe realizar os primeiros transplantes hepáticos da sua história por meio do SUS, contando com uma equipe profissional formada por sergipanos. Quando realizamos um transplante não estamos salvando apenas uma vida, mas, também, uma família inteira que sofre com o paciente”, destacou.
 
A realização inédita de transplantes hepáticos em Sergipe é resultado de um contrato firmado entre a SES e o Hospital de Cirurgia, com um investimento anual superior a R$241 milhões, que garante à população o acesso a diversos serviços de alta complexidade. A contratualização também proporcionou, após 13 anos de inatividade, a retomada dos transplantes renais com doador falecido pela rede de saúde pública estadual. Com isso, o estado já contabiliza 20 transplantes realizados desde o início do serviço, em janeiro deste ano, sendo 18 procedimentos renais e dois hepáticos. 
 
Para a interventora judicial do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães, a saúde de Sergipe dá um grande passo ao sair do rol de estados que não possuem um centro transplantador de fígado. “Ficamos muito felizes pelos pacientes hepáticos que passam a não peregrinar tanto para realizar um transplante, que precisa de um tempo de espera muito pequeno. Aqueles pacientes sergipanos que precisavam se deslocar até outros estados para serem transplantados tinham uma dificuldade maior”, ressaltou.
 
Nova chance de vida
 
O transplante representa uma nova chance de vida para os pacientes hepáticos crônicos. De acordo com o chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Cirurgia e um dos cirurgiões responsáveis pelos primeiros transplantes de fígado do estado, Leandro Barros, o procedimento é indicado, na maioria dos casos, para pessoas que apresentam tumor cancerígeno no fígado e quando o órgão começa a dar sinais de falência. “O transplante de fígado requer muita expertise, uma equipe profissional e assistencial forte e treinada, e um hospital comprometido em ajudar o paciente. Com o início dos transplantes hepáticos em Sergipe, conseguiremos dar a estes pacientes um caminho mais rápido até o tratamento adequado”, pontuou.
 
A realização do transplante de fígado depende diretamente da doação de órgãos. Em Sergipe, a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e a Central Estadual de Transplantes (CET) cuidam dos processos de doação, captação e transplantes de órgãos. Além disso, realizam campanhas, ações educativas e capacitações para sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e aprimorar o desempenho das equipes profissionais que atuam nesses serviços. 

Dados da CET mostram que de janeiro de 2026 até o momento, o estado já contabilizou 27 doadores, sendo captados três corações, 36 rins e 17 fígados.

O coordenador da CET, Benito Fernandez, frisou a importância do feito. “A realização de transplantes de fígado em Sergipe é um marco histórico do estado. Esse tipo de transplante exige um pouco mais de complexidade, então isso denota que o estado tem a capacidade de realizar esse tipo de procedimento. Com isso, vamos atender os pacientes hepatopatas sergipanos, que precisam do transplante, no seu próprio estado, permitindo que eles fiquem próximos da sua família e amigos, e tenham custos menores”, reforçou.
 

Secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer
Secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer
Interventora judicial do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães
Interventora judicial do Hospital de Cirurgia, Márcia Guimarães
Chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Cirurgia e um dos cirurgiões responsáveis pelos primeiros transplantes de fígado do estado, Leandro Barros
Chefe do Serviço de Transplante Hepático do Hospital de Cirurgia e um dos cirurgiões responsáveis pelos primeiros transplantes de fígado do estado, Leandro Barros
Coordenador da CET, Benito Fernandez
Coordenador da CET, Benito Fernandez
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