
Nesta terça-feira, 9, é celebrado o Dia Nacional da Imunização e a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da vacinação na prevenção e combate de doenças causadas por agentes infecciosos e que representam riscos à população. As vacinas salvam vidas e são consideradas uma ferramenta essencial na erradicação de doenças transmissíveis, promovendo proteção coletiva.
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS), disponibiliza gratuitamente 50 imunobiológicos, sendo 32 vacinas, 13 soros e cinco imunoglobulinas. Os usuários do SUS podem se vacinar nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs); além disso, os imunizantes também são ofertados para públicos específicos em maternidades e Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie).
De acordo com o infectologista e diretor de Vigilância em Saúde da SES, Marco Aurélio Goes, a vacinação é uma importante forma de cuidado direcionada a diferentes públicos: bebês, crianças, adolescentes, adultos, gestantes e idosos. “A vacina é uma forma de proteção coletiva. Temos imunizantes direcionados desde a gestante e o recém-nascido até o idoso. Contamos com algumas prioridades, como o enfrentamento do período de sazonalidade, focando nas vacinas contra a gripe, a covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR). Também temos a vacina antitetânica da gestante que protege contra o tétano neonatal. Além disso, um foco muito importante é a vacina que previne a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) e chega para diminuir os casos de câncer do colo do útero, pênis e garganta”, destacou.
O SUS conta com um Calendário Nacional de Vacinação, que organiza e dispõe de 21 vacinas essenciais para a população em diferentes fases da vida, sendo elas: BCG, hepatite B, penta, pólio inativada, rotavírus, pneumo 10, meningo C, febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), DTP, hepatite A, varicela, difteria e tétano adulto (dT), meningocócica ACWY, HPV quadrivalente, dTpa, covid-19, pneumocócica 23-valente (Pneumo 23).
“O calendário vacinal foi criado com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas, de garantir a longevidade e de controlar várias doenças que já foram graves e algumas que ainda continuam sendo graves”, completou Marco Aurélio.
Para impulsionar e ampliar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde e as Secretarias de Estado da Saúde desenvolvem, ao longo do ano, campanhas de vacinação. Neste ano, em Sergipe, a SES já lançou as estratégias de vacinação na escola e contra a influenza, com o objetivo de imunizar o maior número de pessoas possível e reduzir internações, complicações e óbitos.
A gerente do Programa de Imunização Estadual, Illani Paulina, reforçou a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada. “A vacina é uma forte aliada no combate das doenças imunopreveníveis. Por isso, é muito importante manter a nossa caderneta de vacinação sempre atualizada. Não queremos que doenças como a poliomielite, o sarampo, a catapora e a caxumba voltem. É muito simples, basta apenas uma picadinha para proteger toda a família. A vacinação no SUS é gratuita e salva vidas. Vacinem-se!”, pontuou.
Vacina contra o câncer
Muitas pessoas não sabem, mas, no SUS, já existe uma vacina que evita casos de câncer do colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis e garganta. Trata-se da vacina quadrivalente contra o HPV (papilomavírus humano). Na rede pública de saúde, o imunizante está disponível em dose única e é indicado para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Recentemente, este público-alvo foi ampliado e, até 30 de junho, os jovens de 15 a 19 anos também podem ir à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua casa para receber a vacina.
É muito importante que os pais, responsáveis e a Rede de Atenção Primária à Saúde (APS) incentivem os jovens a tomar a vacina contra o HPV, disponível no SUS. Em Sergipe, a cobertura vacinal do imunizante está em 73,14% para o público feminino e 65,82% para o masculino, índices abaixo da meta.
Enfrentamento da sazonalidade
Os imunizantes contra a influenza, a covid-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR) disponíveis na rede pública de saúde são grandes aliados no enfrentamento do período de sazonalidade das Síndromes Respiratórias Agudas Graves, que afetam, principalmente, crianças e idosos.
Mesmo com o lançamento da estratégia de vacinação contra a influenza de 2026 e a distribuição correta da vacina aos municípios, realizada pela SES, a adesão do público sergipano ao imunizante está abaixo do esperado. Até o final de maio, foram aplicadas 287.981 doses da vacina contra a influenza e o estado registrou uma cobertura vacinal de 37,03% para idosos com mais de 60 anos; 53,75% para gestantes e 32% para crianças de 6 meses até 6 anos, grupos prioritários que formam o público-alvo da campanha.
Diante deste cenário, a SES reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação atualizada, protegendo não só a si mesmo, como também contribuindo para a promoção da saúde coletiva.




