
Por trás de um filme exibido em festival, de um livro lançado por um autor local, de uma quadrilha que mantém viva uma tradição centenária ou de um evento realizado no interior do estado, existe uma rede de artistas, produtores, mestres da cultura popular e agentes criativos que fazem a arte acontecer todos os dias. No decorrer dos últimos 11 anos, essa trajetória tem contado com o apoio das políticas de fomento desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
Desde sua criação, a Secult tem ampliado as oportunidades para quem vive da arte e das tradições culturais no Piauí. Ao longo desses 11 anos, os editais ajudaram artistas, produtores, grupos e coletivos a transformar ideias em projetos, levando atividades para todas as regiões do estado. Mais do que garantir recursos, essas iniciativas passaram a representar reconhecimento, valorização e incentivo para quem mantém a cultura piauiense viva todos os dias.
Um dos momentos mais marcantes foi durante a pandemia da Covid-19. Em meio às incertezas enfrentadas pelo setor cultural, a execução da Lei Aldir Blanc garantiu auxílio emergencial para trabalhadores da cultura e apoio financeiro para espaços culturais que lutavam para manter suas atividades. No Piauí, os recursos ajudaram grupos, artistas e iniciativas culturais a atravessarem um dos períodos mais difíceis dos últimos anos, preservando projetos, empregos e atividades que seguem fazendo parte da vida das comunidades.

Nos anos seguintes, o fomento cultural ganhou uma nova dimensão. Com a chegada da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), a Secult passou a coordenar a aplicação de investimentos históricos na cultura piauiense. Em 2024, cerca de R$ 24 milhões foram disponibilizados por meio de editais. Já em 2026, esse valor alcançou R$ 45 milhões, distribuídos em 14 editais voltados para diferentes segmentos culturais.
Os investimentos chegaram a áreas como audiovisual, literatura, música, teatro, dança, artes visuais, cultura popular, patrimônio cultural, bibliotecas comunitárias e Pontos de Cultura. Somente nos editais da PNAB de 2026, mais de 300 projetos foram selecionados, contemplando artistas e agentes culturais de diferentes territórios do estado.
No audiovisual, produtores e realizadores encontraram mais condições para desenvolver curtas-metragens, documentários e obras independentes. Na literatura, escritores receberam apoio para publicar livros e promover encontros literários. Na música, artistas passaram a contar com recursos para gravações e apresentações. Ao mesmo tempo, manifestações tradicionais como quadrilhas juninas, reisados, bois, bandas de música e festejos populares encontraram novas possibilidades para manter vivas práticas que atravessam gerações.
O fortalecimento dessas políticas públicas também ampliou o alcance dos investimentos culturais em comunidades quilombolas, povos indígenas, coletivos periféricos, assim, iniciativas voltadas para a diversidade cultural passaram a ocupar espaços cada vez mais importantes nos programas de incentivo, contribuindo para uma política cultural mais representativa e conectada com a diversidade de realidades existentes no Piauí.
Outro avanço significativo foi a participação da própria classe artística na construção dessas políticas. Antes do lançamento dos editais da PNAB, a Secult promoveu audiências públicas em municípios como São Raimundo Nonato, Floriano, Pedro II e Campo Maior, reunindo artistas, produtores e representantes da sociedade civil para discutir prioridades e contribuir com a definição das estratégias de aplicação dos recursos.
Para o secretário de Estado da Cultura, Rodrigo Amorim, fortalecer o fomento cultural é investir diretamente no talento e na criatividade dos piauienses. “A cultura piauiense é potente, criativa e diversa. Nosso objetivo é aproximar artistas, produtores e o público, garantindo que as diversas linguagens artísticas tenham visibilidade e espaço”, afirmou o secretário
Ao completar 11 anos, a Secult celebra uma trajetória construída ao lado de quem vive e produz cultura no Piauí. Mais do que ampliar investimentos, a secretaria tem contribuído para criar oportunidades, incentivar novos projetos, fortalecer tradições e fazer com que a cultura siga chegando vez mais longe. Dos palcos aos sets de filmagem, das bibliotecas às manifestações populares, o fomento cultural continuará transformando ideias em realizações, ajudando a escrever novos capítulos na história cultura piauiense.