
O governo do Pará, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater-Pará), participou, nesta quarta-feira (27), da mesa "A política pública de Ater como um indutor de desenvolvimento no campo", durante o “Seminário de Ater: desafios e alternativas para uma agropecuária sustentável e resiliente. Conectando saberes, inovações e soluções”, realizado em cooperação com o Projeto Rural Sustentável-Cerrado (PRS) e o Instituto de Desenvolvimento Ambiental Brasileiro (IABS), em Minas Gerais.
O convite para participação no evento foi por conta do reconhecimento dos serviços realizados pela Emater-Pará, no desenvolvimento no bioma amazônico, além de ter a oportunidade de troca de experiências, como desafios, potenciais e soluções consolidadas no Pará, que podem servir como modelo para outros estados.
A representante institucional e convidada para participar do evento, Cristiane Corrêa, Coordenadora Técnica (Cotec) da Emater-Pará, destacou durante a apresentação a atuação prática dos extensionistas e o alcance das políticas públicas de Ater junto aos agricultores familiares do estado, assim como sobre as ações voltadas para mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
"Na mesa que nós participamos, tratamos sobre a política pública de Ater como um indutor de desenvolvimento no campo. Também discutimos sobre a atuação dos extensionistas rurais e o acesso às políticas públicas aos agricultores. Falamos sobre como é que tem sido todo esse trabalho, o desenvolvimento nos biomas. No nosso caso aqui no bioma amazônico, e como isso tem sido tratado a questão da adaptação às mudanças climáticas, e as práticas sustentáveis, como, por exemplo, de restauração, as práticas agroecológicas e as práticas de preservação e conservação do território”, explicou.
Outro destaque do trabalho feito pelo governo do Pará, por meio da Emater, foi a forte capilaridade e a atuação intersetorial da instituição por meio da participação ativa em diversos fóruns e conselhos estaduais, como o Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável; Plano de Bioeconomia do Estado; Conselho Gestor do Clima; Programa Estado Amazônia Agora; Plano de Agricultura de Baixo Carbono (Plano ABC) do Estado do Pará, entre outros.
“Como ali estávamos discutindo uma pauta que a Ater pública tem que estar próxima e deve agir como um ator muito importante para catalisar essa transformação com relação às mudanças climáticas no campo, de como podemos agir como indutores desse movimento para que haja a preservação, que sejam práticas efetivas, na ponta”, destacou.
Outro destaque na fala da representante da Emater foi direcionado aos mais de 600 técnicos que estavam presentes no seminário, seja presencialmente ou virtualmente, para a criação de uma carta aberta ao Congresso Nacional, para sensibilizar sobre a necessidade e importância de investimentos na infraestrutura de Ater, qualificação técnica e ampliação da eficiência para o público beneficiário.
“Esse pedido foi para que pudéssemos pontuar ali a importância de trazer esse debate e enviar essa carta nesse ano tão importante para o Congresso Nacional, Poder Executivo, para que as políticas públicas de Ater fossem vistas em todos os aspectos, de infraestrutura, de qualificação técnica, de eficiência e eficácia, ao público beneficiário, que são os agricultores familiares. Visto que produtos estão chegando na mesa do brasileiro, os produtos que são exportados, os de agropecuário, perpassam do pequeno produtor, desde o pequeno produtor até o médio e grande produtor, pelo acompanhamento da assistência técnica e extensão rural", concluiu.