Sexta, 22 de Maio de 2026
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Estudantes de colégio de Campo Largo desenvolvem projetos sustentáveis

Clube de Ciências Plantando Ideias para um Futuro Sustentável desenvolve projetos que unem educação científica, sustentabilidade e impacto social....

Por: Editoração Fonte: Secom Paraná
22/05/2026 às 19h30
Estudantes de colégio de Campo Largo desenvolvem projetos sustentáveis
Foto: Reprodução/Secom Paraná

Em diferentes regiões do Paraná, estudantes da rede estadual têm se destacado pelo desenvolvimento de iniciativas voltadas à sustentabilidade, à pesquisa científica e à conscientização ambiental.

Por meio dos Clubes de Ciências do NAPI Paraná Faz Ciência, iniciativa que reúne a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti), a Fundação Araucária, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) e universidades estaduais, espaços de pesquisa, inovação e aprendizagem estão mais consolidados. Neles, estudantes transformam conhecimento científico em ações com impacto social e ambiental dentro e fora das escolas.

No Colégio Estadual Casemiro Karman, em Campo Largo, na Região Metropolitana da Curitiba (RMC), 40 estudantes de duas turmas da eletiva do Paraná Integral do Ensino Fundamental II participam do Clube de Ciências Plantando Ideias para um Futuro Sustentável. Eles desenvolveram projetos que unem educação científica, sustentabilidade e impacto social, com destaque para a reciclagem de óleo de cozinha usado. Nem todos os estudantes participam diretamente dos mesmos projetos, pois eles se organizam em grupos de interesse.

Uma das ideias consiste no desenvolvimento de uma linha de produção de sabão sólido e líquido a partir do óleo de cozinha recolhido pela própria comunidade escolar. Ela surgiu a partir de conversas sobre os impactos do descarte incorreto no meio ambiente, especialmente na contaminação da água e do solo.

A estudante do Clube de Ciências, Erica Veiga, de 16 anos, destaca que a participação no projeto mudou hábitos dentro da própria casa e ampliou sua consciência ambiental. Ela também está envolvida na mobilização da comunidade escolar para arrecadação de óleo de cozinha usado, produzindo materiais de conscientização para incentivar as doações.

“Depois que eu entrei no Clube de Ciências e comecei a ter mais contato com o projeto do óleo, eu percebi o quanto o descarte inadequado prejudica o meio ambiente. Antes, a gente descartava no ralo porque não tinha muito conhecimento sobre isso. Depois que me conscientizei, comecei a conscientizar a minha família também, e hoje armazenamos o óleo em garrafas para doar para a escola”, contou.

O material que não é utilizado nas produções dos estudantes é destinado a uma empresa parceira, responsável pelo reaproveitamento na fabricação de glicerina.

Outra iniciativa de impacto é o projeto de vermicompostagem, que utiliza resíduos orgânicos para produção de adubo natural destinado à horta agroecológica da escola. A ideia surgiu do interesse em reduzir resíduos orgânicos e transformar restos de alimentos em adubo natural por meio da ação das minhocas, transformando restos de alimentos em um adubo de alta qualidade para o solo, pois o húmus age muito mais rápido.

A estudante também participa das atividades relacionadas à vermicompostagem e ressalta o aprendizado adquirido nas ações desenvolvidas pelo grupo. Segundo Érica, uma das experiências mais marcantes foi a elaboração do artigo científico sobre a transformação do óleo em sabão. “Eu me surpreendi com a nossa capacidade de fazer praticamente tudo em equipe”, afirmou. Ela ainda destaca que o clube permitiu compreender, na prática, a importância das minhocas na produção de húmus e no reaproveitamento de resíduos orgânicos para a horta da escola.

As iniciativas ainda estão em fase de desenvolvimento, mas os estudantes já realizaram protótipos das ações desde o ano passado.

Segundo a professora responsável pelo clube, Vanda Gusmão, os projetos surgiram a partir de debates realizados com os estudantes sobre problemas ambientais identificados no cotidiano da comunidade escolar. “Foi um processo colaborativo. Os estudantes pesquisaram temas ligados à sustentabilidade, levantaram problemas ambientais e começaram a discutir possíveis soluções. A partir disso, criamos hipóteses, realizamos testes práticos e planejamos as ações do grupo”, explicou.

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