Feira do Livro do Caic homenageia papel das mães no incentivo à leitura
Foto: Reprodução/UEPG “Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente”. A inspiração veio do p...
Por: EditoraçãoFonte: UEPG
22/05/2026 às 16h20
Foto: Reprodução/UEPG
Foto: Reprodução/UEPG “Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente”. A inspiração veio do poema de Sylvia Orthof, “Se as coisas fossem mães”, e a Feira do Livro do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caic) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), realizada em 2026 durante o mês de maio, homenageou o papel materno no incentivo à leitura.
“As mães nos ensinam, nos inspiram, nos permitem sonhar e realizar sonhos. E é isso que a leitura também faz”, relacionou a diretora do Caic, professora Rosiane Machado da Silva. Além dos estandes de livreiros e de opções de presentes para as mães com artesãos parceiros, também integraram a programação da Feira as apresentações para as mães e contação de histórias. “Também trouxemos a importância da leitura e da figura da mãe. Foram trabalhados, por exemplo, quais os autores que trazem poesias sobre mães, quais as autoras que também são mães”.
Foto: Reprodução/UEPG A abertura da Feira, com a presença do vice-reitor Ivo Mottin Demiate, contou ainda com o pré-lançamento do livro dos 30 anos do Caic e a apresentação de alunos que participam do projeto Educanto, do curso de licenciatura em Música da UEPG, que leva atividades de musicalização para os 3º, 4º e 5º anos da escola e completa 10 anos em 2026. Segundo Rosiane, foram cerca de mil visitantes à Feira. “Foi um resultado extremamente positivo, porque nós tivemos os pais, as mães, as avós, visitando a feira também. Então, isso foi muito interessante”, avalia.
Se a lua fosse mãe, seria mãe das estrelas, O céu seria sua casa, casa das estrelas belas. Se a sereia fosse mãe, seria mãe dos peixinhos, O mar seria um jardim e os barcos seus caminhos. Se a casa fosse mãe, seria a mãe das janelas, Conversaria com a lua sobre as crianças-estrelas, Falaria de receitas, pastéis de vento, quindins, Emprestaria a cozinha pra lua fazer pudins! Se a terra fosse mãe, seria mãe das sementes, pois mãe é tudo que abraça, acha graça e ama a gente. Se uma fada fosse mãe, seria a mãe da alegria. Toda mãe é um pouco fada… Nossa mãe fada seria. Se uma bruxa fosse mãe, seria mamãe gozada: Seria a mãe das vassouras, da Família Vassourada! Se a chaleira fosse mãe, seria a mãe da água fervida, Faria chá e remédio para as doenças da vida. Se a mesa fosse mãe, as filhas, sendo cadeiras, Sentariam comportadas, teriam “boas maneiras”. Cada mãe é diferente: Mãe verdadeira, ou postiça, mãe-vovó, mãe titia, Maria, Filó, Francisca, Gertrudes, Malvina, Alice, toda mãe é como eu disse. Dona Mamãe ralha e beija, Erra, acerta, arruma a mesa, cozinha, escreve, trabalha fora, Ri, esquece, lembra e chora, traz remédio e sobremesa. Tem até pai que é “tipo-mãe”… Esse, então, é uma beleza !
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