
A Polícia Militar do Pará enviou uma comitiva técnica aos Estados Unidos, entre os dias 13 e 20 de maio, para acompanhar os testes laboratoriais de dois mil coletes balísticos adquiridos para uso da corporação. A iniciativa faz parte dos esforços do governo do Estado para modernizar os equipamentos de proteção individual e reforçar a segurança dos agentes que atuam na linha de frente no combate à criminalidade.
A ação faz parte do processo de modernização dos equipamentos de proteção individual da PMPA e da política de fortalecimento da estrutura operacional da segurança pública estadual. Além da renovação do acervo logístico da corporação, os novos coletes também irão atender os policiais militares que serão incorporados ao efetivo da instituição.
Durante a agenda técnica, foram realizados ensaios balísticos e testes de resistência, flexibilidade e durabilidade dos materiais, possibilitando ao comandante-geral da Polícia Militar acompanhar de forma direta os padrões de fabricação, qualidade e desempenho dos equipamentos que serão empregados pela tropa paraense.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Neves, destacou que o investimento contribuirá para o fortalecimento da capacidade operacional da corporação, além de proporcionar melhores condições de segurança e proteção aos policiais militares que atuam diariamente no policiamento ostensivo em todo o Estado.
“Estamos avançando na modernização dos equipamentos empregados pela nossa tropa, priorizando qualidade, eficiência e proteção ao policial militar. Esse acompanhamento técnico é fundamental para assegurar que os materiais adquiridos atendam aos padrões exigidos pela atividade operacional e às necessidades atuais da corporação”, afirmou o comandante.
Foram investidos R$ 3.014.802,55 na aquisição dos coletes, recursos oriundos da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESPDS).
A comitiva foi liderada pelo comandante-geral da Polícia Militar do Pará, coronel Neves, e contou ainda com a presença do chefe do Departamento-Geral de Administração (DGA), coronel Wagner Andrade, além de representantes da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), entre eles o secretário-adjunto operacional (Sago), coronel Tarcísio Costa, e o secretário-executivo do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESPDS), coronel Francisco Nóbrega.
Testes -Os testes balísticos seguem protocolos internacionais e rigorosos padrões de qualidade. O processo inicia com a seleção aleatória de amostras dos lotes adquiridos, que são enviadas a laboratórios especializados e certificados. Lá, os coletes são colocados em moldes para registrar a deformação provocada por impactos.
Durante os testes, são realizados disparos controlados com diferentes tipos de munição, conforme o nível de proteção especificado pelo fabricante. Os tiros atingem áreas estratégicas da peça, inclusive costuras e bordas, que são zonas mais vulneráveis. Os especialistas então avaliam se houve perfuração e medem pela norma NIJ 0101.06, não pode ultrapassar 44 milímetros.
Além da resistência aos disparos, os coletes também podem ser submetidos a testes ambientais, que simulam condições extremas de temperatura, umidade e exposição à água. Esse conjunto de avaliações garante que os coletes balísticos ofereçam proteção eficaz mesmo em ambientes adversos, assegurando a integridade dos policiais que atuam diariamente no enfrentamento à criminalidade no Pará.