
O Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, realizou, nesta quinta-feira (21), a nona captação múltipla de órgãos e tecidos de sua história. O doador foi um paciente de 49 anos, vítima da queda de um animal.
Após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a família autorizou a doação dos órgãos. Para isso, foi realizada uma entrevista conduzida pela equipe multiprofissional da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HEA.
Foram captadas córneas e o fígado, destinados a pacientes de Alagoas, além de um rim encaminhado para Pernambuco e outro para o Rio Grande do Sul. A captação vai contribuir para melhorar a qualidade de vida de cinco pessoas que aguardavam na lista de transplante.
O trabalho ocorreu de forma integrada entre o Hospital de Emergência do Agreste e a Organização de Procura de Órgãos (OPO), vinculada à Central de Transplantes de Alagoas. Com isso foi garantida a condução de todas as etapas do processo.
Autorização da Família
A enfermeira Gisela Luiza, coordenadora de Enfermagem do centro cirúrgico do HEA, destacou a mobilização das equipes e a emoção presente em cada procedimento. “Sempre é muito emocionante e gratificante, porque tudo começa pela decisão da família. Quando acontece uma captação múltipla, sabemos que várias pessoas serão beneficiadas. Toda a equipe se mobiliza para que tudo aconteça da melhor forma, desde materiais, equipamentos e recursos humanos até a organização do centro cirúrgico”, afirmou.
A enfermeira Hortência Priscila, integrante da equipe da Central de Transplantes, ressaltou o avanço de Alagoas na conscientização sobre a doação de órgãos. “Alagoas vem avançando cada vez mais nessa questão da doação e transplante. Para isso contamos com a conscientização da população sobre a importância desse gesto, entendendo que a doação pode levar vida e esperança para outras pessoas”, destacou.
O enfermeiro Andervan Leão, coordenador da CIHDOTT do HEA, ressaltou o trabalho de conscientização realizado pelas equipes e a agilidade necessária durante todo o processo. “Existe um trabalho contínuo de orientação junto à população sobre a importância da doação de órgãos. Esse diálogo acontece dentro do HEA, em instituições públicas, privadas e universidades. Quando a família entende o significado desse gesto, vidas podem ser alcançadas e salvas”, ressaltou.
A diretora-geral do Hospital de Emergência do Agreste, Bárbara Albuquerque, enalteceu a importância da decisão da família e o significado da nona captação para a instituição hospitalar. “Este é um momento importante para o Hospital de Emergência e mostra o resultado de um trabalho construído por muitas equipes e pela conscientização das famílias. Manifestamos respeito ao paciente doador e gratidão aos familiares, que decidiram transformar a dor em um gesto de amor ao próximo”, disse a gestora do HEA.